6 motivos para reduzir o consumo de alimentos ultraprocessados

Alimentos ultraprocessados são produtos industriais que passam por diversas etapas de processamento e contêm ingredientes que normalmente não são usados em preparações caseiras, como corantes, aromatizantes, realçadores de sabor, conservantes artificiais e aditivos químicos. Exemplos comuns incluem refrigerantes, biscoitos recheados, salgadinhos, embutidos e pratos prontos congelados.

“Determinados alimentos já são do senso comum de que se tratam de produtos industrializados. Mas o que muitos não sabem é que há diversas outras opções que fazem parte do dia a dia de muitas pessoas e são ultraprocessados, como alguns pães de forma, biscoitos, bebidas de caixinha, margarina, salgadinhos e muito mais”, comenta Waleska Nishida, coordenadora do curso de Nutrição da Faculdade Anhanguera.

Eles são formulados para serem práticos, durarem mais tempo nas prateleiras e terem sabor altamente atrativo, mas geralmente possuem baixo valor nutricional. “Em troca da sua praticidade de consumo, esses alimentos são ricos em calorias, açúcares, gorduras saturadas e sódio, e pobres em nutrientes essenciais como vitaminas e minerais”, comenta a nutricionista.

Riscos do consumo excessivo de alimentos ultraprocessados

O consumo excessivo de alimentos ultraprocessados está associado a um maior risco de doenças como obesidade, diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e certos tipos de câncer. Além disso, Waleska Nishida aponta que a combinação dos sabores intensos e aditivos presentes nestes produtos pode levar ao consumo excessivo e à dependência alimentar. 

“Eles contém ingredientes industriais como óleos hidrogenados, xaropes de glicose e maltodextrina, além de aditivos como conservantes, corantes, aromatizantes, realçadores de sabor e emulsificantes para melhorar sabor, textura, cor e vida útil”, acrescenta.

Alimentos minimamente processados e in natura

A nutricionista destaca que o Guia Alimentar para a População Brasileira, que é um documento oficial elogiado mundialmente, e outros estudos publicados em periódicos internacionais, apontam a necessidade de reduzirmos o consumo de alimentos ultraprocessados. “Adotar uma dieta mais saudável pode trazer melhorias significativas para a sua saúde e bem-estar geral. Por isso, é importante optar preferencialmente por alimentos minimamente processados e in natura”, explica. 

Minimamente processados significa que houve alterações mínimas no alimento, como moagem, limpeza, pasteurização, mas que não foram adicionados açúcares, gordura e sal, por exemplo. “Esses alimentos são o arroz e o feijão, além dos grãos, farinhas, leites e carnes resfriadas ou congeladas”, explica Waleska Nishida. Já os in natura são aqueles obtidos de plantas ou animais, como verduras, frutas, legumes e ovos.

Os alimentos minimamente processados e in natura são ricos em nutrientes essenciais (Imagem: Prostock-studio | Shutterstock)

Motivos para consumir alimentos menos processados

Abaixo, Waleska Nishida destaca os principais benefícios do consumo de alimentos minimamente processados e in natura em relação ao ultraprocessado. Confira!

1. Maior capacidade nutritiva

Alimentos minimamente processados e in natura são geralmente mais ricos em nutrientes essenciais, como vitaminas, minerais e fibras, que são frequentemente perdidos ou modificados durante o processamento dos alimentos ultraprocessados.

2. Menor consumo de aditivos

Alimentos ultraprocessados frequentemente contêm aditivos como conservantes, corantes, aromatizantes e emulsificantes, que podem ter efeitos negativos na saúde a longo prazo.

3. Controle de peso

Alimentos in natura e minimamente processados tendem a ser menos calóricos e proporcionam uma sensação mais prolongada de saciedade, ajudando no controle do peso e na prevenção da obesidade.

4. Redução do risco de doenças crônicas

O consumo excessivo de alimentos ultraprocessados está associado a um maior risco de doenças crônicas, como diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e certos tipos de câncer.

5. Melhor absorção de nutrientes

Alimentos minimamente processados e in natura são geralmente mais ricos em fibras, o que melhora a saúde intestinal e a absorção de vitaminas e minerais.

6. Sustentabilidade ambiental

Optar por alimentos in natura e minimamente processados pode ser mais sustentável, pois geralmente requerem menos embalagens e processos industriais, reduzindo o impacto ambiental.

Por Leticia Zuim Gonzalez

Fonte: Portal EdiCase

Redação EdiCase

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