7 mitos comuns sobre alimentação para cães e gatos



A alimentação é um dos pilares mais importantes para garantir a saúde e o bem-estar de cães e gatos. Nesse contexto, é importante tomar cuidado com informações antigas ou equivocadas na hora de escolher o que colocar no pote. A internet, as opiniões de conhecidos e até costumes culturais podem reforçar hábitos que parecem inofensivos, mas que, com o tempo, prejudicam a nutrição e a qualidade de vida dos animais.

Abaixo, confira os principais mitos sobre alimentação para cães e gatos!

1. Cães e gatos podem comer a mesma comida

Mito. Embora ambos sejam carnívoros, cães e gatos têm necessidades nutricionais diferentes, especialmente os felinos, que são carnívoros estritos. Por isso, uma dieta adequada para cães não atende às exigências fisiológicas dos gatos, incluindo a necessidade de taurina e maior teor de proteína.

“Por serem espécies diferentes, eles requerem níveis de nutrientes diferentes. O gato é um carnívoro estrito e, portanto, sua ração requer mais proteínas, enquanto os cães são onívoros e exigem uma alimentação mais diversificada, contendo proteínas e carboidratos em sua alimentação”, completa o Dr. Alexandre Pasternak, médico-veterinário e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia Veterinária.

2. Comida caseira é sempre melhor do que ração

Mito. A comida caseira só é realmente adequada quando preparada com orientação veterinária e suplementação específica. Dietas feitas sem acompanhamento podem ficar pobres em vitaminas, minerais e aminoácidos essenciais. Esse mito surgiu da ideia de que alimentos frescos são automaticamente mais saudáveis, mas, para os pets, equilíbrio nutricional é o ponto mais importante.

3. Gatos só precisam de ração seca

Mito. A baixa ingestão de água dessa espécie exige atenção especial. Alimentos úmidos ajudam a aumentar a hidratação e a prevenir doenças urinárias, muito comuns em felinos.

“Muitos gatos não ingerem água espontaneamente em quantidade suficiente, o que pode impactar a sua saúde urinária. Por isso, associar alimentos úmidos à dieta seca é uma excelente forma de garantir uma maior ingestão hídrica, ajudando na prevenção de problemas urinários, como as famosas pedras na bexiga […]”, orienta Mayara Andrade, médica-veterinária de GranPlus (BRF Pet).

4. Ossos são alimentos naturais e fazem bem para cães

Mito. Apesar de parecer algo “natural”, ossos podem causar sérios riscos, como engasgos, perfurações e obstruções intestinais. O mito persiste devido ao hábito cultural de oferecer restos de comida, porém alternativas seguras, como brinquedos e snacks específicos, são muito mais recomendadas pelos veterinários.

O consumo de frutas e vegetais deve ser moderado e bem escolhido (Anastasiya Tsiasemnikav | Shutterstock)

5. Cães e gatos podem comer frutas e vegetais sem moderação

Mito. Embora algumas frutas e vegetais sejam permitidos, o consumo deve ser moderado e bem escolhido. Uva, cebola, alho, carambola e abacate, por exemplo, são tóxicos para cães e gatos. Esse mito se mantém porque os tutores associam alimentos naturais a algo sempre seguro, mas cada espécie tem limitações metabólicas importantes. Oferecer frutas e verduras sem orientação pode provocar intoxicações, problemas digestivos e alterações renais.

6. Leite é bom para gatos

Mito. Apesar da imagem clássica do gato bebendo leite, a maioria dos felinos adultos tem intolerância à lactose. Os filhotes têm enzimas específicas para digerir o leite materno, mas perdem essa capacidade ao crescer.

“Com o passar do tempo, assim como acontece com os humanos, os animais podem deixar de produzir a enzima lactase, que é responsável pela ‘quebra’ da lactose presente no leite e, por isso, podem ter quadros de diarreia, gases e desconforto abdominal”, alerta Jade Petronilho, veterinária e comportamentalista de pets.

7. Ração light serve para emagrecer qualquer pet

Mito. As raçõeslight têm menos calorias, mas não são capazes de promover emagrecimento sozinhas. A perda de peso depende de avaliação veterinária, ajustes nas porções e rotina de exercícios.

Segundo pesquisa realizada pela Universidade de São Paulo (USP), mais de 40% dos cães apresentam sobrepeso e obesidade no município e na região metropolitana de São Paulo. No entanto, o tratamento da obesidade deve ser individualizado e acompanhado de perto para evitar carências nutricionais e garantir resultados seguros.





Fonte: Portal EdiCase

Redação EdiCase

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