Colorir e descolorir o cabelo são técnicas muito procuradas para renovar o visual e transformar a cor natural dos fios, permitindo desde mudanças sutis até transformações radicais. No entanto, com a popularidade desses procedimentos, surgem diversos mitos e verdades que podem confundir quem deseja aderir a eles. Entender o que realmente é seguro e eficaz é essencial para não prejudicar a saúde capilar.
Para ajudar quem quer mudar o visual com segurança, o cabeleireiro João Bonicke, do Espaço Hi, esclarece o que é mito e o que é verdade quando o assunto é coloração e descoloração. Confira!
Mito. O que realmente danifica o cabelo não é a tintura em si, mas a falta de cuidados após o processo. “Hoje em dia, as tinturas são muito mais tecnológicas e menos agressivas. Se o cabelo recebe hidratação, nutrição e reconstrução na frequência certa, ele pode continuar saudável mesmo colorido. O problema está quando o cliente pinta, mas não cuida da manutenção em casa”, afirma João Bonicke.
Mito. A descoloração é o processo que tira o pigmento do fio, e isso pode ser feito em qualquer cabelo, não apenas para alcançar o loiro platinado. “Muitas pessoas acham que descolorir é sinônimo de loiro, mas não é. Podemos descolorir parcialmente para abrir o tom e aplicar cores fantasia, como azul, rosa ou verde, ou até para iluminar cabelos castanhos e ruivos. Tudo depende da proposta e da saúde capilar”, explica o cabeleireiro.
Mito. É perfeitamente possível escurecer o cabelo depois de clarear, mas o processo precisa ser feito de forma técnica. “Não basta jogar uma tinta escura por cima. O fio perde pigmentos durante a descoloração e precisa de uma pré-pigmentação antes de receber a cor desejada, senão ele desbota rápido e fica com manchas. Com o protocolo certo, é totalmente viável voltar a um tom mais fechado”, detalha o profissional.
Verdade parcial. “A recomendação médica é que gestantes evitem tinturas com amônia, principalmente no primeiro trimestre. Hoje existem linhas profissionais sem amônia e com ativos mais suaves, que podem ser usadas com liberação médica. O mais importante é a gestante conversar com o obstetra e optar sempre por produtos de qualidade”, alerta o cabeleireiro.
Verdade. Esse cuidado faz toda a diferença na durabilidade da cor. “O shampoo comum muitas vezes é mais adstringente e remove o pigmento com facilidade. Já o shampoo para cabelos coloridos é formulado para limpar de forma suave, sem agredir os fios. É um investimento que realmente prolonga a beleza da cor e evita o ressecamento”, orienta João Bonicke.
Verdade. A espessura do fio influencia muito na fixação da cor. “Cabelos mais grossos seguram melhor o pigmento. Já nos cabelos finos, a cor tende a desbotar com mais facilidade porque a cutícula é mais delicada. Nessas situações, é fundamental usar shampoos específicos para cabelos coloridos e apostar em máscaras com pigmento, que ajudam a manter a cor por mais tempo”, ensina.
Mito. Quando a técnica é feita incorretamente, sim, pode acontecer elasticidade e quebra. Mas o processo em si não precisa causar esse efeito. “Com diagnóstico capilar, escolha de produtos adequados e tratamentos de suporte, o cabelo pode ser descolorido mantendo força e brilho. O segredo é respeitar o limite do fio. Às vezes, em vez de chegar ao platinado de uma vez, o melhor é clarear aos poucos para preservar a saúde”, explica João Bonicke.
Para o cabeleireiro, informação é a chave para não ter medo de ousar. “Colorir ou descolorir é uma forma de expressão. Com acompanhamento profissional e cuidados em casa, é totalmente possível mudar o visual sem abrir mão da saúde dos fios”, finaliza o cabeleireiro.
Por Sarah Monteiro
Fonte: Portal EdiCase
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