Arcebispo de Aparecida defende desarmamento e combate à fome em missa solene

3 Min de leitura

Durante a celebração da missa solene realizada nesta segunda-feira (12), na Catedral Basílica de Aparecida, em São Paulo, o arcebispo metropolitano Dom Mário Antônio da Silva proferiu um sermão focado em temas sociais urgentes. Em pleno feriado da Padroeira do Brasil, o líder religioso apelou pelo desarmamento e conclamou a sociedade a redobrar a atenção aos problemas da fome e da pobreza que afetam a população.

Apelo por uma sociedade desarmada e pacífica

O arcebispo utilizou a homilia para reforçar a necessidade de uma cultura de paz, distanciando-se de discursos que promovem a violência. Segundo Dom Mário, a fé cristã não é compatível com a disseminação de ódios ou o incentivo a conflitos armados, enfatizando que o evangelho não autoriza o ataque a quem pensa de forma diferente.

O religioso citou a importância de buscar uma paz que ele descreveu como “desarmada e desarmante”. Para o arcebispo, o uso de armamentos e a manutenção de divisões sociais apenas aprofundam as feridas de um país que necessita de união e diálogo para superar seus desafios estruturais.

Posicionamento sobre o título de Padroeira

Questionado sobre as recentes especulações políticas que colocaram em xeque o título de Nossa Senhora Aparecida como padroeira nacional, Dom Mário manteve uma postura serena. O tema ganhou repercussão após rumores de que grupos ligados à campanha de Flávio Bolsonaro teriam manifestado reprovação à relevância da santa no cenário nacional.

O arcebispo destacou que o título foi oficializado pelo Papa em 1930 e proclamado no Brasil em 1931, possuindo um histórico consolidado. Embora tenha reconhecido a existência de movimentações políticas favoráveis e contrárias, o líder religioso afirmou não temer a perda da importância de Maria na vida dos brasileiros, preferindo focar na celebração atual.

Devoção e peregrinação no santuário

A data foi marcada por uma expressiva demonstração de fé, com a presença de milhares de romeiros na Basílica. De acordo com estimativas da administração do santuário, cerca de 150 mil pessoas eram esperadas apenas para o dia da celebração, somando-se ao público de 500 mil fiéis que passaram pelo local durante a novena.

O esforço dos devotos foi evidenciado por relatos como o de Anderson Roberto Mendes da Costa, que percorreu 172 quilômetros a pé desde a capital paulista. Enfrentando condições climáticas adversas, como granizo e sol intenso, os fiéis mantiveram a tradição de visitar o santuário para agradecer ou realizar pedidos, reforçando o impacto cultural e religioso do evento para o país. Mais informações sobre a história da padroeira podem ser consultadas no portal Agência Brasil.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Compartilhar