Vaquinha mobiliza Anápolis para custear tratamento de câncer avaliado em quase R$ 40 mil mensais

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A batalha contra um quadro oncológico agressivo levou uma família de Anápolis a recorrer à solidariedade pública para manter os cuidados médicos necessários. O morador Bruno Lima lançou uma campanha de arrecadação coletiva para custear o tratamento de sua mãe, Martha, de 71 anos, diagnosticada com tumor na região bucal com metástase recente.

Segundo relatos de Bruno divulgados em redes sociais, o plano de saúde da paciente recusou a cobertura da imunoterapia à base do medicamento Nivolumabe 480mg. A medicação representa a principal alternativa clínica para conter a progressão da enfermidade, mas impõe uma despesa mensal estimada em R$ 38.500 para a família.

Histórico cirúrgico e o avanço da doença

O diagnóstico inicial de câncer na boca ocorreu no final de 2025. Diante do quadro invasivo, a paciente passou por intervenção cirúrgica complexa para remoção de dentes, tecido gengival e parte do palato duro. O procedimento cirúrgico gerou uma fístula buconasal, canal aberto entre a cavidade oral e o nariz que comprometeu funções vitais como fala, deglutição e alimentação diária.

Após a cirurgia, a idosa cumpriu um cronograma rigoroso com 33 sessões de radioterapia associadas a ciclos de quimioterapia. O tratamento resultou em efeitos adversos severos, incluindo feridas, infecções e a necessidade de alimentação por meio de sonda nasal. Embora essa etapa tenha eliminado os sinais iniciais da doença, novas lesões foram detectadas logo em seguida na região do pescoço.

Negativas de cobertura e custos hospitalares

Diante do avanço tumoral, a equipe médica recomendou nova cirurgia em caráter emergencial. Conforme Bruno, a operadora de saúde atrasou a autorização do procedimento, motivando os familiares a custear a intervenção em rede particular pelo montante de R$ 70 mil. Mesmo com o sucesso da remoção total do tumor e um exame PET-Scan sem atividade tumoral imediata, o câncer voltou a manifestar-se 30 dias após o encerramento do protocolo.

A indicação médica passou a ser o uso do imunoterápico Nivolumabe, aplicado a cada 28 dias pelo período estipulado de 12 meses. A família arcou com duas doses iniciais por conta própria, observando regressão do inchaço e cicatrização de lesões externas. Contudo, os recursos financeiros próprios se esgotaram completamente antes da continuidade prevista.

Campanha de solidariedade para garantir doses

Sem conseguir respaldo imediato da operadora privada nem liberação pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o filho da paciente organizou a mobilização pela internet. A residência da idosa representava o último bem familiar relevante, mas a venda do imóvel foi descartada pela própria paciente diante do momento de vulnerabilidade.

A campanha virtual busca reunir fundos contínuos para viabilizar as doses mensais sem interrupção do ciclo terapêutico. Até a última atualização divulgada nas redes, as doações arrecadadas somavam cerca de R$ 23 mil, quantia ainda insuficiente para a aquisição integral de uma única aplicação do fármaco necessário.

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