O mercado financeiro apresentou movimentos de acomodação nesta terça-feira, após a forte reação da véspera à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O dólar fechou em queda próxima de 1% e ficou abaixo de R$ 5,35, enquanto a bolsa registrou novo recuo de cerca de 0,5%.
A sessão foi marcada pela correção cambial depois da disparada anterior e pela continuidade das perdas no principal índice acionário. O cenário refletiu as incertezas persistentes sobre a política econômica do próximo mandato, incluindo a ausência de definições sobre o comando da pasta econômica federal.
Comportamento do câmbio e atuação oficial
O dólar à vista encerrou o pregão em baixa de 1,07%, cotado a R$ 5,349, após registrar uma alta expressiva na segunda-feira, quando a moeda estadunidense acumulou sua maior variação diária positiva desde janeiro de 1999.
A divisa recuou ao longo de toda a sessão e atingiu a mínima de R$ 5,316 durante o período da manhã. Esse movimento representou um ajuste natural de posições após a valorização acentuada provocada pela incerteza inicial dos investidores em relação ao resultado das urnas.
Durante o pregão, autoridades econômicas comentaram o cenário atual. O governo buscará cumprir meta fiscal com diálogo, conforme destacou a gestão federal em pronunciamentos recentes, enquanto a liderança do Banco Central indicou disponibilidade para intervir no mercado caso sejam detectadas disfuncionalidades cambiais.
Desempenho da bolsa de valores
O Ibovespa fechou em baixa de 0,51%, aos 175.710,05 pontos, estendendo a trajetória negativa após o tombo expressivo registrado no dia anterior. A retração ocorreu mesmo com o alívio na cotação da moeda norte-americana.
O ambiente de cautela continuou guiando a reestruturação de carteiras pelos investidores. A queda das cotações internacionais do petróleo tipo Brent, que recuou para US$ 109,41 o barril, exerceu forte pressão sobre os papéis do setor energético, pesando diretamente sobre o desempenho geral do índice brasileiro.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br


