Força-tarefa monitora presença de onça no perímetro urbano de Uruaçu

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Equipes monitoram vestígios da presença de uma onça em áreas de mata de Uruaçu | Imagem: Divulgação/CBM

Uma força-tarefa interinstitucional monitora a presença de uma onça no perímetro urbano de Uruaçu, no norte de Goiás, após relatos de avistamento do animal. A operação reúne o Corpo de Bombeiros Militar, a Defesa Civil Municipal e as Secretarias Municipais de Meio Ambiente de Uruaçu e Porangatu. O trabalho busca acompanhar a movimentação do felino, orientar os moradores e garantir que eventuais medidas de manejo sejam realizadas com segurança.

As equipes concentram o monitoramento no cinturão de mata dos setores Central, Sul e Copacabana. Nas buscas realizadas na manhã desta terça-feira (27), foram localizados vestígios recentes da presença do animal, incluindo fezes frescas com pelos e marcas no solo conhecidas como scrape, associadas ao comportamento de raspar ou ciscar a terra após as necessidades fisiológicas.

Esses sinais ajudam os profissionais a identificar os locais por onde o animal pode ter passado e a direcionar as buscas. Até o momento, as informações divulgadas pelas equipes indicam que o trabalho de monitoramento continua em andamento.

A participação da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Porangatu foi solicitada devido à experiência recente do município em ações de monitoramento de felinos. O apoio técnico deverá contribuir para a definição das estratégias de acompanhamento e, caso seja necessário, para uma eventual captura segura do animal.

Relato de avistamento mobilizou os Bombeiros

A mobilização começou na manhã de domingo (25 de outubro), quando o Corpo de Bombeiros Militar de Goiás, por meio da 11ª Companhia Independente de Bombeiro Militar (11ª CIBM), realizou uma ação preventiva após receber uma solicitação relacionada à possível presença de uma onça na Rua 300, no Setor Sul 1, em Uruaçu.

Segundo o relato inicial, uma mulher que trafegava de carro pela via afirmou ter avistado um animal. A ocorrência levou ao acionamento dos Bombeiros para verificar a situação e orientar sobre os procedimentos de segurança.

A partir da comunicação do possível avistamento, as equipes passaram a acompanhar as informações e a buscar sinais que permitissem identificar a circulação do felino. A localização de vestígios durante as buscas reforçou a necessidade de manter o monitoramento nas áreas de vegetação próximas aos setores urbanos.

A presença de animais silvestres em regiões habitadas exige cuidados tanto para evitar encontros com moradores quanto para impedir que o próprio animal seja ferido ou submetido a situações de estresse. Por isso, a orientação dos órgãos envolvidos é que a população não tente localizar o felino por conta própria.

Moradores devem evitar aproximação

A força-tarefa reforça que a população deve manter distância caso aviste a onça. A recomendação é não se aproximar, perseguir, tentar capturar ou afugentar o animal. Também é importante evitar movimentos bruscos e não tentar fotografá-lo de perto.

Crianças e animais domésticos devem permanecer sob supervisão. Os moradores também devem evitar deixar animais de estimação circularem sozinhos em áreas de vegetação ou em locais próximos de relatos de avistamento.

Outro cuidado é não tocar em pegadas, fezes ou outros vestígios encontrados durante caminhadas ou deslocamentos por áreas de mata. Além de oferecer riscos desnecessários, a interferência pode prejudicar o trabalho de identificação e monitoramento realizado pelos profissionais.

Caso alguém veja a onça, a orientação é procurar um local seguro e comunicar imediatamente o Corpo de Bombeiros Militar pelo telefone 193. As informações devem ser repassadas diretamente aos órgãos responsáveis, evitando a divulgação de rumores ou relatos sem confirmação que possam provocar pânico.

Monitoramento busca proteger moradores e animal

O trabalho integrado procura conciliar dois objetivos: reduzir os riscos de encontros entre o felino e a população e preservar a integridade do animal silvestre. A eventual necessidade de captura deverá ser avaliada pelas equipes técnicas, conforme as condições encontradas durante o monitoramento.

A colaboração dos moradores é considerada importante para o andamento das buscas. Informações sobre possíveis avistamentos devem ser comunicadas às autoridades, sem que as pessoas se aproximem do local para tentar confirmar a presença do animal.

Enquanto as equipes seguem acompanhando os vestígios no cinturão de mata dos setores Central, Sul e Copacabana, a principal recomendação é manter distância e seguir as orientações dos Bombeiros e dos órgãos ambientais.

A força-tarefa não informou, a espécie exata da onça nem uma previsão para o encerramento do monitoramento. As ações continuam voltadas à identificação dos deslocamentos do animal e à adoção das medidas consideradas necessárias para garantir a segurança da população e a proteção da fauna.

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