A Alemanha lançou nesta quarta-feira, 27, uma iniciativa para atrair mais voluntários ao serviço militar, enquanto o país corre para potencializar suas forças diante da crescente ameaça russa. A medida, porém, é considerada insuficiente por alguns integrantes da coalizão governista. Desde a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022, Berlim vem modernizando seu exército, com um fundo especial de 100 bilhões de euros destinado a novos equipamentos e atualização da Bundeswehr – as Forças Armadas alemãs.
O chanceler Friedrich Merz aprovou aumento de gastos com defesa e flexibilizou regras de endividamento, afirmando repetidamente que deseja tornar a Bundeswehr “o mais forte exército convencional da Europa”.
O governo busca aumentar os recrutas ativos de 181 mil para 260 mil, além de 200 mil reservistas. O ministro da Defesa, Boris Pistorius, ressaltou que a força precisa crescer não apenas em equipamentos, mas também em pessoal, para que a dissuasão contra a Rússia seja efetiva. O plano aprovado pelo Gabinete prevê atrair voluntários sem retomar imediatamente o serviço obrigatório, suspenso desde 2011, oferecendo salários melhores, treinamentos atraentes e flexibilidade na duração do serviço. Questionários sobre disposição para servir serão enviados a jovens de 18 anos a partir de 2026, e exames médicos obrigatórios estão previstos para 2027, sem obrigar o alistamento inicial.
Há tensão na coalizão sobre a possibilidade de retorno ao serviço obrigatório caso não haja voluntários suficientes. Merz afirmou que o governo poderá avançar nessa direção se as metas não forem alcançadas em alguns anos, mas demonstrou confiança de que os números necessários serão atingidos. Aliados conservadores, como o governador da Baviera, Markus Söder, defendem que a convocação obrigatória será inevitável diante da ameaça russa.
Mais tarde, Pistorius participou da inauguração de uma nova fábrica de munição da Rheinmetall em Unterlüß, no norte da Alemanha. A unidade produzirá 350 mil projéteis de artilharia por ano, reforçando a capacidade de fornecimento doméstico. O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Mark Rutte, afirmou que a aliança está sendo desafiada por Rússia e China, mas que Europa e EUA, juntos, estão avançando para fortalecer a produção de defesa. Fonte: Associated Press.
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
Por: Estadão Conteúdo
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