Ancelotti diz que erro de Fabrício Bruno mexeu com mental do Brasil: ‘Tivemos uma boa aula’


Carlo Ancelotti não escondeu o descontentamento com a derrota por 3 a 2 da seleção brasileira para o Japão, de virada, nesta terça-feira. O Brasil foi a campo com oito modificações em relação ao time que goleou a Coreia do Sul e sofreu um apagão no segundo tempo após ir para o intervalo com dois gols de vantagem no placar.

O treinador defendeu as alterações na escalação e avisou que as experiências vão continuar até o Mundial. “Falei ontem que esta e a próxima Data Fifa faríamos testes e vamos continuar fazendo em novembro. (A derrota) Não muda nossa ideia e hoje tivemos uma boa aula. É um processo. É melhor agora do que na Copa do Mundo”, afirmou.

A seleção fazia boa partida até o início do segundo tempo quando o zagueiro Fabrício Bruno, do Cruzeiro, errou passe na grande área e permitiu ao Japão diminuir o placar. O gol motivou o adversário, que se impôs e buscou a virada com méritos diante de um Brasil apático.

Apesar de admitir que o erro do zagueiro foi crucial para o lado mental da equipe se esvair, Ancelotti fez questão de ressaltar que falhas individuais não afetam diretamente a presença do jogador no elenco da seleção e cobrou “atitude” da equipe em momentos de adversidade.

“Temos de ter equilíbrio. O time não era campeão do mundo depois de vencer a Coreia. O maior erro da equipe hoje foi não ter uma boa reação depois do segundo gol”, comentou o italiano. “Até o erro de Fabrício o jogo estava bem controlado. Tenho muito claro o que passou. O time caiu mentalmente depois do primeiro gol. Foi o maior erro do time. O erro afetou demais.”

Ao ser questionado se errou ao fazer uma série de mudanças no time brasileiro, o treinador rejeitou a hipótese de maneira categórica e afirmou que pediu aos jogadores, no intervalo, para continuar com a mesma postura do primeiro tempo. “Não está tudo bem. Está todo mundo incomodado. Eu não gosto de perder, e os jogadores também não, mas precisamos aprender com essa derrota. É assim como é o futebol.”

Por fim, o italiano também reconheceu a boa partida por parte do adversário, que conseguiu uma vitória inédita sobre a seleção brasileira. “Japão jogou muito bem a segunda parte, com muita pressão na frente e dificultando a saída de bola. O time aproveitou as oportunidades.”

A seleção ainda joga neste ano contra Senegal, em Londres, e Tunísia, em Paris. O Brasil ainda faz outros dois amistosos, em março de 2026, contra combinados europeus antes da estreia na Copa do Mundo, em junho.



Por: Estadão Conteúdo

Estadão

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