Nesta Quarta-feira, 23 de setembro, a Associação Socioambiental CMA – ASCMA completa 11 anos de fundação. Mais do que celebrar uma data, o aniversário representa a oportunidade de revisitar uma história construída ao longo de mais de uma década por muitas mãos, muitas ideias e, sobretudo, por pessoas que acreditaram que era possível transformar a realidade a partir do cuidado com o meio ambiente e com a comunidade.
A história da ASCMA começou em 2015, no município de Santa Rita do Novo Destino, quando uma iniciativa voltada à educação e à conscientização ambiental deu origem ao projeto Cuidando o Meio Ambiente. A ideia inicial era simples: aproximar crianças, jovens e a comunidade das questões ambientais e mostrar que a preservação começa também pelas pequenas atitudes do cotidiano.
À frente daquele primeiro movimento estava Douglas Pereira da Silva, fundador da instituição, que desde então passou a conduzir a construção de uma organização que, com o passar dos anos, ampliaria seus objetivos e sua área de atuação.
A trajetória, entretanto, nunca foi individual
Desde os primeiros anos, diversas pessoas contribuíram para que a instituição se consolidasse. Entre os pioneiros estão Tiago Brito Steckenberg, Jorge da Costa Moreira, que posteriormente exerceu o cargo de secretário de Meio Ambiente de Santa Rita do Novo Destino, Ludmila Rodrigues, engenheira ambiental, e o professor José Mateus, atualmente reitor da Universidade Evangélica de Goianésia (UniEvangélica/UnieGo), além de outros colaboradores que participaram dos primeiros passos da organização.
Também faz parte dessa história Tereza Santana, que atualmente atua como diretora de Meio Ambiente da ASCMA e que esteve entre as pessoas que ajudaram a construir os primeiros capítulos da instituição.
Cada um, à sua maneira, deixou uma contribuição que permanece na memória da organização.
Outro nome ocupa um lugar especial nessa trajetória: Carlos Borges Vieira. Membro da instituição, Carlos faleceu durante a pandemia da Covid-19. Sua participação e sua história junto à ASCMA permaneceram como parte da memória da entidade. Anos depois, seu nome passou a identificar o Viveiro Comunitário Carlos Borges Vieira, em Santa Rita do Novo Destino, transformando a homenagem em algo vivo: um espaço dedicado justamente à produção de mudas, à arborização e ao cuidado com a natureza.
Da pauta ambiental à ação social
A pandemia também marcou uma mudança importante na trajetória da instituição.
Com as dificuldades sociais provocadas naquele período, a ASCMA passou a desenvolver também ações de caráter social em Goianésia, ampliando seu campo de atuação para além das iniciativas exclusivamente ambientais.
O que começou em Santa Rita do Novo Destino passou, então, a alcançar também Goianésia. Atualmente, a instituição mantém sua atuação nos dois municípios, desenvolvendo ações, projetos, parcerias e iniciativas que aproximam meio ambiente, responsabilidade social, educação e participação comunitária.
Essa transformação não significou abandonar a origem ambiental da ASCMA. Pelo contrário: ampliou a compreensão de que a questão ambiental e a questão social caminham lado a lado.
Cuidar de uma árvore, de uma nascente, de uma praça ou de uma área verde também é cuidar das pessoas que vivem naquele território. Da mesma forma, apoiar uma comunidade significa também pensar no ambiente em que ela está inserida.
Uma história que continua
Ao completar 11 anos, a ASCMA chega a uma etapa diferente daquela vivida em 2015. A pequena iniciativa que nasceu em Santa Rita transformou-se em uma organização com uma história própria, marcada por projetos, parcerias, voluntários, desafios e conquistas.
Mas talvez uma das maiores riquezas dessa história esteja justamente nas pessoas que passaram pela instituição.
Algumas continuam presentes. Outras seguiram novos caminhos. Algumas já não estão mais entre nós. Todas, porém, ajudaram a construir aquilo que a ASCMA representa hoje.
Ao falar sobre os 11 anos, o fundador Douglas Pereira da Silva destaca justamente esse caráter coletivo da caminhada:
«“Quando olho para esses 11 anos, não consigo enxergar a ASCMA como uma história de uma única pessoa. Ela foi construída por muitas pessoas. Cada voluntário, cada parceiro, cada pessoa que participou de uma ação e cada pioneiro que acreditou naquele primeiro projeto deixou um pouco de si nessa instituição. Alguns continuam caminhando conosco, outros seguiram suas próprias histórias e alguns partiram, como o nosso querido Carlos Borges Vieira. Mas todos fazem parte daquilo que somos. Uma instituição só chega aos 11 anos porque existe gente disposta a acreditar, a servir e a continuar plantando, mesmo quando ainda não consegue enxergar a sombra da árvore que está ajudando a crescer.”»
A frase traduz uma característica que acompanha a ASCMA desde sua origem: a compreensão de que transformação não acontece de maneira imediata. É um processo.
Uma muda precisa de tempo para crescer. Uma comunidade precisa de tempo para mudar hábitos. Uma ideia precisa de pessoas dispostas a defendê-la. E uma instituição precisa de perseverança para atravessar diferentes momentos e continuar existindo.
Onze anos depois, a ASCMA olha para sua origem em Santa Rita do Novo Destino, reconhece a caminhada construída também em Goianésia e presta homenagem a todos aqueles que fizeram parte dessa história.
A celebração, portanto, não é apenas sobre o passado.
É sobre as sementes que foram plantadas, as árvores que cresceram e, principalmente, sobre aquelas que ainda serão plantadas.
Porque algumas histórias não são feitas para terminar.
São feitas para continuar crescendo.
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