Por Redação O Estado de S. Paulo – 28/10/2025 15:10
A Polícia Civil prendeu nesta terça-feira, 28, Thiago do Nascimento Mendes, o “Belão da Quitungo”, apontados como as principais lideranças do Comando Vermelho no Rio de Janeiro. Ao menos dois policiais civis e 18 criminosos morreram e outros 79 criminosos foram presos durante uma megaoperação na capital fluminense.
Quem é Belão da Quitungo?
Thiago do Nascimento Mendes, o “Belão da Quitungo”, apontado como braço direito de Doca e chefe do tráfico no Morro do Quitungo, na Penha, também foi preso nesta terça-feira.
Havia seis mandados de prisão em aberto contra ele por tráfico de drogas, armas, homicídios, ocultação de cadáver e organização criminosa.
De acordo com o Governo do Rio, Belão teria ordenado a invasão de um prédio na comunidade do Quitungo para fazer cobranças ilegais aos moradores.
A exploração do serviço ajudava a financiar o crime organizado local, que já teria movimentado com o esquema mais de 500 mil reais. Ao todo, 24 apartamentos estariam pagando 700 reais, quase 17 mil por mês para o crime organizado.
Quem é Doca?
De acordo com o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), Doca é a principal liderança do Comando Vermelho no Complexo da Penha e em outras comunidades da zona oeste do Rio, como Gardênia Azul, César Maia e Juramento. O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPRJ) denunciou Doca e outras 66 pessoas pelo crime de associação para o tráfico. Três deles também foram denunciados por tortura.
Ele é investigado por mais de 100 homicídios, incluindo execuções de crianças e desaparecimentos de moradores. Havia 34 mandados de prisão em aberto contra o traficante, de acordo com dados do Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP).
Doca é apontado como o mandante da execução de três médicos na zona sudoeste do Rio em outubro de 2023. As vítimas foram mortas por engano porque um deles foi confundido com o verdadeiro alvo dos criminosos.
Em maio deste ano, o MPRJ denunciou Doca, e outros dois criminosos pelo ataque a uma delegacia em Duque de Caxias. Segundo as investigações, o criminoso teria ordenado a invasão à unidade, no dia 15 de fevereiro de 2025. Eles respondem por tentativa de homicídio qualificado, dano qualificado, tortura e associação para o tráfico.
Os criminosos tentavam resgatar Rodolfo Manhães Viana, o Rato, preso horas antes da invasão por tráfico e associação para o tráfico, na Comunidade Vai Quem Quer. Armados com fuzis e granadas, os criminosos invadiram a delegacia, feriram dois agentes e torturaram um deles em busca de informações sobre o paradeiro de Rato, que já havia sido transferido para a Polinter, na Cidade da Polícia.
Por: Estadão Conteúdo
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