O governo federal oficializou um reajuste de 15% nos valores pagos pelo programa Bolsa Família. A medida, que visa recompor o poder de compra das famílias beneficiárias diante da variação inflacionária, foi estabelecida com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado entre março de 2023 e agosto de 2026.
O decreto que formaliza a atualização foi assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na última quinta-feira (17) e publicado em edição extra do Diário Oficial da União. Embora a vigência legal tenha início imediato, os novos valores começam a ser aplicados no calendário de pagamentos a partir de 1º de outubro.
Com a aplicação do reajuste, o valor mínimo garantido pelo programa sobe de aproximadamente R$ 600 para R$ 691. O impacto financeiro também reflete na média paga às famílias, que passará de R$ 675 para R$ 777, representando um incremento nominal de cerca de R$ 100 por unidade familiar beneficiada.
A reestruturação contempla diversas modalidades de auxílio que compõem o programa. O Benefício de Renda de Cidadania, pago por integrante da família, foi ajustado para R$ 164. Já o Benefício Primeira Infância passa a ser de R$ 173, enquanto o Benefício Variável Familiar foi fixado em R$ 58.
Durante a cerimônia de assinatura no Palácio do Planalto, o secretário-executivo do Ministério do Planejamento, Bruno Moretti, detalhou que a correção foi balizada pela inflação de 15,04% registrada pelo INPC no período. O objetivo central é assegurar que a transferência de renda mantenha sua eficácia no combate à pobreza.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, reforçou que a reposição é uma medida estratégica para evitar que a inflação comprometa a segurança alimentar dos brasileiros mais vulneráveis. Segundo o ministro, a gestão do programa para 2027 projeta que os gastos com o Bolsa Família representem entre 1,2% e 1,25% do Produto Interno Bruto (PIB), mantendo-se em um patamar de sustentabilidade fiscal.
A atualização dos valores é uma previsão contida na legislação do programa, garantindo que o benefício não sofra defasagem ao longo do tempo. Com essa política de reajuste, o governo busca mitigar os efeitos da alta de preços em itens básicos de consumo, assegurando que o suporte financeiro continue sendo um pilar de proteção social para milhões de brasileiros.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
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