As bolsas da Europa fecharam a sexta-feira, 12, na maioria em queda moderada, à medida que investidores seguem na expectativa pela revisão da avaliação da nota de crédito da França pela Fitch Ratings, prevista para o fim da tarde, em meio à crise política envolvendo a troca do primeiro-ministro do país.
Em Londres, o FTSE 100 caiu 0,15%, a 9.283,29 pontos. Em Paris, o CAC 40 registrou alta marginal de 0,02%, a 7.825,24 pontos. Em Milão, o FTSE MIB subiu 0,32%, aos 42.566,41 pontos. O IBEX35, em Madrid, apontou queda de 0,11%, aos 15.303,90 pontos, enquanto em Lisboa, o PSI20 cedeu 0,08%, aos 7.748,45 pontos. As cotações são preliminares.
Para o Société Générale, a Fitch provavelmente rebaixará o país para ‘A+’, o que aumenta a cautela dos investidores e “reforça a necessidade de uma postura defensiva”. Em relação ao panorama econômico da zona do euro, o Santander avalia que ainda é cedo para o Banco Central Europeu (BCE) e para o mercado descartarem completamente um corte de juros.
Na quinta-feira, o BCE manteve inalteradas suas principais taxas. Nesta sexta, o dirigente Christodoulos Patsalides afirmou que a instituição está em posição “confortável”, sem necessidade imediata de cortes, enquanto Gediminas Simkus, do Banco da Lituânia, alertou para riscos elevados de inflação na zona do euro.
No cenário macroeconômico, a produção industrial do Reino Unido recuou 0,9% em julho ante junho, contrariando expectativas, enquanto a inflação ao consumidor na Alemanha acelerou para 2,2% em agosto. Em Frankfurt, o DAX perdeu 0,06%, a 23.688,61 pontos.
O Banco de Sabadell subiu 0,36% em Madri, após seu conselho de administração recomendar a acionistas que rejeitem oferta hostil do concorrente BBVA (+0,09%). Em meio a crescentes preocupações com excesso de oferta de petróleo, BP (-1,14%, na Alemanha), Shell (-0,42%, em Londres) e TotalEnergies (-0,31%, em Paris) estavam entre as quedas.
Anglo American (+1,34%) e Glencore (+1,69%) subiram em Londres, enquanto a Reuters destacou que a Glencore, sócia da Anglo em ativos de cobre no Chile, pode influenciar a fusão de US$ 54 bilhões da rival com a canadense Teck Resources.
*Com informações da Dow Jones Newswires
Por: Estadão Conteúdo
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