Bolsas da Europa fecham sem direção única com pressão de montadoras e recuo de aéreas


As bolsas da Europa fecharam a segunda-feira, 22, sem direção única, na semana seguinte às decisões de política monetária dos bancos centrais de EUA, Reino Unido e Japão, e com investidores de olho em comentários dos banqueiros centrais e nas movimentações geopolíticas às vésperas dos discursos de líderes globais na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Ações de companhias aéreas sofreram forte baixa após ataque cibernético atingir aeroportos no continente no fim de semana.

Na Bolsa de Londres, o FTSE 100 subiu 0,11%, aos 9.226,68 pontos. Em Frankfurt, o DAX caiu 0,44%, a 23.536,47 pontos. Em Paris, o CAC 40 baixou 0,30%, a 7.830,11 pontos. Já em Milão, o FTSE MIB subiu 0,26%, aos 42.423,18 pontos. O Ibex 35, em Madri, apontou perdas de 1,14%, aos 15.086,50 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 subiu 0,19%, aos 7.719,11 pontos. As cotações são preliminares.

Uma série de ataques cibernéticos forçaram cancelamentos de voos durante o fim de semana, levando os papéis de empresas como Lufthansa, que recuou cerca de 1,5%, Air France-KLM, com queda de 1,43%, e IAG, controladora da British Airways e Iberia, com baixa de 1,20%, a serem destaque de baixa nessa sessão.

Os papeis da Porsche caíram cerca de 6,5% após cortar a projeção de rentabilidade para 2025 e adiar lançamentos de elétricos; a Volkswagen, sua maior acionista, recuou cerca de 6,4%. Na esteira, a Stellantis caiu 2,21% em Milão e a Renault perdeu 1,17% em Paris. O subíndice automotivo Stoxx 600 recuou mais de 2%.

Em Madri, o Banco Bilbao Vizcaya Argentaria (BBVA) aumentou sua oferta de aquisição pelo Banco de Sabadell em 10%, eliminando um componente em dinheiro e melhorando os termos para uma oferta totalmente em ações. A nova proposta do BBVA avalia o concorrente em 17 bilhões de euros. As ações do BBVA e do Sabadell recuaram 2,47% e 3,92%, respectivamente.

A Comissão Europeia informou que o índice de confiança do consumidor na zona do euro subiu entre agosto e setembro, superando expectativas dos analistas. Investidores agora aguardam os PMIs da zona do euro, da Alemanha e do Reino Unido, previstos para a terça-feira, e os dados de inflação pelo PCE nos EUA, que saem no final da semana.

*Com informações da Dow Jones Newswires



Por: Estadão Conteúdo

Estadão

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