Bolsas da Europa têm viés de alta com impulso de farmacêuticas e temor de shutdown nos EUA


As bolsas da Europa fecharam em viés positivo nesta terça-feira, 30, com ímpeto limitado pela possível paralisação do governo dos Estados Unidos. Na reta final do pregão, o salto nas ações de farmacêuticas ajudou a melhorar o clima nas praças europeias, após relatos de que o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciará nesta terça acordo para reduzir preços de medicamentos no país.

Entre as praças, o índice DAX fechou em alta de 0,57%, a 23.879,63 pontos, em Frankfurt. O CAC 40 avançou 0,19%, a 7.895,94 pontos, em Paris, na máxima do dia. O FTSE MIB teve alta de 0,40%, a 42.725,32 pontos, em Milão. O IBEX 35 teve alta de 1,11%, a 15.485,70 pontos, em Madri. O PSI 20 caiu 0,30%, a 7.957,62 pontos, em Lisboa. As cotações são preliminares.

Os mercados estão em modo de “esperar para ver”, avalia o Swissquote, após Trump afirmar que pretende aplicar tarifas adicionais e conforme aumentam os riscos de um “shutdown” do governo federal. Sem um acordo orçamentário no Congresso, a paralisação pode atrasar coleta de dados econômicos e provocar demissão em massa de funcionários públicos.

Segundo levantamento da Dow Jones, os custos de Credit Default Swap (CDS), espécie de “seguro” contra calote, denominados em euro aumentaram nesta terça-feira, refletindo a cautela dos investidores com a situação nos EUA.

As bolsas europeias abriram em queda, mas ganharam força no fim da manhã, impulsionadas pelo setor farmacêutico – cujo subíndice do Stoxx 600 subiu 0,76%. Os papéis reagiram a notícia de que a Pfizer e o governo Trump anunciarão acordo sobre reduzir preços de medicamentos no país, junto também ao lançamento de um site para venda direta das fabricantes aos consumidores americanos, nomeado TrumpRx.

Em Londres, a ação da farmacêutica GSK saltava 3,99%, enquanto a mineradora BHP caía 2,05%, após a China pedir que siderúrgicas parem de comprar minério de ferro da multinacional australiana. Já o FTSE 100 avançou 0,54%, a 9.350,43 pontos.

Este cenário colocou em segundo plano dados de atividade no Reino Unido e de varejo e inflação na Alemanha. Presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde afirmou que os juros estão bem posicionados para lidar com riscos à economia europeia.

*Com informações da Dow Jones Newswires



Por: Estadão Conteúdo

Estadão

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