O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apareceu em frente à residência dele em Brasília na manhã desta quinta-feira, 11. No dia seguinte ao voto do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux que o absolveu na trama golpista, Bolsonaro sorriu e acenou, mas não fez comentários.
Ao lado dele, estava Eduardo Torres, irmão da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Na noite de quarta-feira, 10, Torres organizou uma vigília com apoiadores do ex-presidente nos arredores do condomínio na capital federal.
Em prisão domiciliar, o ex-presidente já havia aparecido no local no primeiro dia do julgamento, no último dia 2. Na ocasião, afirmou que estava acompanhando a sessão na Primeira Turma da Corte, também sem responder a outras perguntas.
A defesa de Bolsonaro afirmou que ele manifestou interesse em comparecer ao julgamento no STF, mas foi desaconselhado por motivos de saúde.
Nesta quarta-feira, 10, em um longo voto que durou 12h, Fux votou para condenar o tenente-coronel Mauro Cid e o general Walter Braga Netto, mas poupou todos os outros réus do “núcleo crucial” da trama golpista, incluindo Bolsonaro.
Mesmo no caso de Cid, réu confesso, e de Braga Netto, o único réu preso, a proposta do ministro foi de condenação por apenas um dos cinco crimes atribuídos a eles na denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) – abolição violenta do Estado democrático de Direito.
Segundo o ministro, não há comprovação de que um plano de golpe tenha sido efetivamente colocado em prática pelo ex-presidente. O que houve, na avaliação dele, não passou de “vaga cogitação” de medidas de exceção. Só que, de acordo com a linha de raciocínio de Fux, “atos preparatórios” não podem ser punidos criminalmente, forçando a absolvição. “É desarrazoado equiparar palavras a atos efetivos de violência”, defendeu Fux.
O advogado Celso Vilardi, que representa o ex-presidente, comemorou o posicionamento do ministro. “O voto do ministro Luiz Fux foi um voto que acolheu na íntegra a tese da defesa, então evidentemente que entendemos que é um voto absolutamente técnico que abordou as provas de uma forma exaustiva”, disse na noite de quarta.
Os ministros Alexandre de Moraes, relator da ação penal, e Flávio Dino votaram pela condenação de Bolsonaro e dos outros sete réus. Ainda vão votar Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, presidente da Primeira Turma. A expectativa é que o julgamento se encerre nesta sexta-feira, dia 12.
Por: Estadão Conteúdo
Morre aos 69 anos Valter Pineli, conhecido empresário e corretor de imóveis em Anápolis. Conheça…
professora maria goreti ferreira da costa morre aos 63 anos em anápolis após luta contra…
teto de loja de roupas desaba no Brás, em São Paulo, mobilizando dezenas de bombeiros…
Anápolis enfrenta chuvas e riscos de alagamentos enquanto obras estruturantes de macrodrenagem aguardam liberação de…
Lula sanciona lei que torna obrigatório o exame de avaliação da formação médica para estudantes…
Silêncio do Senado sobre regras e sanções para Flávio Bolsonaro no exterior gera impasses administrativos,…
This website uses cookies.