Bombardeios de Israel na Faixa de Gaza deixam 50 pessoas mortas


Por Redação O Estado de S. Paulo – 16/05/2025 07:34

A Agência de Defesa Civil da Faixa de Gaza anunciou nesta sexta-feira, 16, a morte de 50 pessoas em ataques aéreos israelenses nas últimas horas no norte do território sitiado.

“O número de mortos em bombardeios israelenses contra casas de civis no norte da Faixa de Gaza entre meia-noite e o início desta manhã subiu para 50”, disse Mohammed al-Mughayir, chefe da agência de resgate, que é ligada ao grupo terrorista Hamas. Al Mughayir disse que as operações de busca continuam nos escombros.

Os ataques generalizados ocorrem no momento em que Donald Trump encerra sua visita aos estados do Golfo.

Havia uma expectativa de que a visita do presidente americano pudesse inaugurar um acordo de cessar-fogo ou a renovação da ajuda humanitária a Gaza. O bloqueio israelense ao território já está em seu terceiro mês.

Os ataques duraram horas até a manhã de sexta-feira, fazendo com que as pessoas fugissem do campo de refugiados de Jabaliia e da cidade de Beit Lahiya, e ocorreram dias depois de ataques semelhantes que mataram mais de 130 pessoas, de acordo com o Ministério da Saúde de Gaza.

O primeiro-ministro israelense Binyamin Netanyahu prometeu no início da semana prosseguir com a prometida escalada de força na guerra de Israel na Faixa de Gaza para perseguir seu objetivo de destruir o Hamas, que governa Gaza.

Quebrando uma trégua de dois meses, Israel retomou sua ofensiva na Faixa de Gaza em 18 de março, com o objetivo declarado de garantir a libertação de todos os reféns mantidos pelo Hamas até 7 de outubro de 2023.

Os militantes fizeram 251 reféns naquele dia, dos quais 57 permanecem presos em Gaza, incluindo 34 que, segundo o exército, estão mortos.

No ataque do Hamas, 1.218 pessoas foram mortas no lado israelense, a maioria civis, de acordo com uma contagem da AFP baseada em números oficiais.

A campanha militar israelense, por sua vez, matou quase 53 mil pessoas em Gaza, a maioria civis, de acordo com o Ministério da Saúde do território governado pelo Hamas. As Nações Unidas consideram esse número confiável. (Com agências internacionais).



Por: Estadão Conteúdo

Estadão

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