O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) revelou que milhões de brasileiros ainda não aproveitaram a funcionalidade de segurança oferecida pela nova Carteira de Identidade Nacional (CIN). Embora 64 milhões de cidadãos já tenham emitido o documento, cerca de 22 milhões de pessoas que possuem conta no portal gov.br ainda não realizaram a migração para o nível ouro, que representa o patamar máximo de confiabilidade na plataforma digital do governo federal.
A transição para o nível ouro é uma estratégia fundamental para fortalecer a proteção dos dados dos usuários contra tentativas de fraudes e acessos não autorizados. Ao elevar o status da conta, o cidadão garante maior integridade em suas operações digitais, além de assegurar o acesso pleno a mais de 5 mil serviços federais e mais de 8,3 mil serviços estaduais disponíveis no ecossistema gov.br.
Atualmente, a base de usuários da plataforma ultrapassa 178 milhões de pessoas. Dados da pasta indicam que, do universo de 52 milhões de contas ativas, apenas 30 milhões atingiram a classificação máxima. Entre os usuários restantes, 6 milhões possuem o nível prata, enquanto 16 milhões permanecem no nível bronze, sendo que todos estes perfis já possuem elegibilidade técnica para a atualização imediata.
O processo de migração para o nível ouro é realizado diretamente pelo aplicativo oficial. Após ter a CIN em mãos, o usuário deve acessar o app gov.br em seu dispositivo móvel e selecionar a opção para aumentar o nível da conta. O procedimento exige a leitura do QR code impresso no documento físico, seguida pela etapa de reconhecimento facial, que deve ser feita em ambiente iluminado para garantir a precisão da biometria.
Além da utilização da CIN, o governo recomenda a ativação da verificação em duas etapas, disponível na seção de segurança do aplicativo. Esta camada adicional exige a geração de um código exclusivo a cada novo acesso, permitindo ainda a gestão de dispositivos confiáveis e o cadastro de e-mail para recuperação de acesso em caso de perda ou troca de aparelho celular.
A Carteira de Identidade Nacional centraliza diversos dados do cidadão em um único suporte. É possível integrar informações como o número da Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS), Título de Eleitor, Carteira Nacional de Habilitação (CNH), Certificado Militar e Identidade Funcional. O documento também permite a inclusão de dados de saúde, como tipo sanguíneo, fator RH e a disposição para doação de órgãos.
Para aqueles que ainda não solicitaram a primeira via, que é gratuita, o procedimento deve ser consultado no portal oficial do governo, conforme as orientações de cada estado ou do Distrito Federal. A validade do documento é variável: cinco anos para crianças de 0 a 12 anos incompletos, dez anos para pessoas entre 12 e 60 anos incompletos e validade indeterminada para idosos.
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