Ceará e Bahia se enfrentam neste sábado, às 18h30, na Arena Castelão, em confronto que mistura rivalidade regional e objetivos distintos no Brasileirão. O Bahia ocupa a sexta colocação, com 36 pontos, brigando na parte de cima da tabela. O Ceará, em 11º com 27, tenta se aproximar da zona de classificação para competições continentais.
A fase recente acende o alerta para os dois lados. O Bahia vem de duas derrotas consecutivas, a última de virada para o Cruzeiro, enquanto o Ceará não vence há três rodadas e empatou por 2 a 2 com o Vasco. O clássico, portanto, se torna decisivo para retomar confiança.
O retrospecto direto é equilibrado: 22 vitórias do Bahia, 20 do Ceará e 15 empates. No entanto, há um dado que pesa: o Ceará não perde para o rival no Castelão desde 2020. Além disso, carrega a eliminação sofrida para o Bahia na semifinal da Copa do Nordeste deste ano, fator que aumenta o clima de revanche.
Os desfalques, porém, mudam o cenário. O técnico Léo Condé não poderá contar com seis jogadores. Matheus Bahia e Marcos Victor, emprestados pelo Bahia, estão vetados. Rodriguinho cumpre suspensão, enquanto Fabiano Souza e Richardson receberam o terceiro cartão amarelo. Lucas Mugni, por sua vez, trata lesão muscular.
A escalação terá mudanças forçadas. Nicolas deve assumir a lateral esquerda, Marllon fica com a vaga de Marcos Victor, Rafael Ramos substitui Fabiano Souza na direita e Fernando Sobral aparece no meio-campo. “Temos que encontrar soluções rápidas, o grupo sabe da responsabilidade. É jogo grande, e precisamos ser competitivos”, afirmou Condé.
No Bahia, o departamento médico também limita as opções. Ademir, Erick, Kanu, Ruan Pablo e Caio Alexandre seguem em transição física e técnica. Já Erick Pulga, João Paulo e David Duarte continuam em tratamento e não estarão à disposição. A lista de baixas é extensa, mas não altera a postura Do time.
A notícia positiva fica por conta do atacante Tiago. Recuperado de lesão na coxa, ele treinou normalmente nos últimos dois dias e deve ser relacionado. Sua volta amplia as alternativas ofensivas de Rogério Ceni, que já sinalizou a necessidade de ser mais agressivo fora de casa. “É um jogo de imposição. Se não controlarmos as ações, o rival vai crescer no ambiente deles”, destacou o treinador.
A pressão sobre o Bahia é maior pelo momento na tabela. Uma nova derrota pode afastar o time do bloco de cima, justamente quando Flamengo, Cruzeiro e Palmeiras abriram vantagem. Para o Ceará, a vitória significaria reduzir a distância e se recolocar na briga por posições mais ambiciosas.
FICHA TÉCNICA
CEARÁ X BAHIA
CEARÁ – Bruno Ferreira; Rafael Ramos, Marllon, Willian Machado e Nicolas; Dieguinho, Fernando Sobral e Lourenço; Galeano, Paulo Baya e Pedro Raul. Técnico: Léo Condé.
BAHIA – Ronaldo; Santi Arias, Gabriel Xavier, Ramos Mingo e Luciano Juba; Acevedo, Jean Lucas e Everton Ribeiro; Kayky, Sanabria e Willian José. Técnico: Rogério Ceni.
ÁRBITRO – Lucas Casagrande (PR).
HORÁRIO – 16h.
LOCAL – Arena Castelão, em Fortaleza (CE).
Por: Estadão Conteúdo
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