Um estudo recente conduzido pela Universidade Estadual de Goiás (UEG) revelou um dado que surpreendeu moradores e especialistas: a cesta básica em Anápolis está custando mais caro do que em Goiânia. Realizada em setembro de 2026, a pesquisa colocaria o município em um hipotético quarto lugar no ranking nacional de capitais com alimentos mais caros, ficando atrás apenas de São Paulo, Florianópolis e Rio de Janeiro.
Enquanto o conjunto de itens essenciais na capital goiana registrou o valor de R$ 808,01, o levantamento apontou o custo de R$ 900,24 para a cesta anapolina. O montante compromete cerca de 60,04% de um salário mínimo, exigindo um esforço financeiro substancial da população local e impactando de maneira direta o orçamento das famílias.
Os dados foram estruturados pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas Econômicas (NEPE), grupo acadêmico que monitora o mercado de forma presencial. Desde 2023, pesquisadores como Maurício Martinho integram a iniciativa para coletar informações diretamente nas gôndolas de sete grandes supermercados da cidade.
A proposta dessa abordagem prática é registrar exatamente o preço com que o consumidor comum se depara no dia a dia. Embora o núcleo ainda não possua uma série histórica tão longa quanto a de institutos tradicionais como o Dieese, o monitoramento contínuo já permite mapear o comportamento dos preços regionais com precisão.
Durante a análise dos dados, os pesquisadores constataram que cada gênero alimentício segue uma dinâmica própria no mercado. Produtos como o tomate sofrem forte influência da sazonalidade e de condições climáticas adversas, enquanto a carne reage diretamente às flutuações do mercado internacional por atuar como uma commodity.
Itens de menor peso na composição geral da cesta, a exemplo do açúcar, também apresentam oscilações significativas de preço ao longo dos meses. Contudo, devido à menor proporção no consumo diário, essas variações acabam passando despercebidas pela maioria dos consumidores durante as compras mensais.
A principal justificativa para a diferença de valores entre os dois municípios vizinhos reside na logística de abastecimento e na escala de mercado. Por contar com uma população maior, Goiânia concentra um número expressivo de redes de atacado e centros de distribuição, o que garante maior poder de barganha na aquisição de mercadorias.
Outro ponto crítico levantado pelo estudo é o comportamento assimétrico dos valores ao longo do tempo. Quando os preços aumentam, a alta ocorre simultaneamente nas duas cidades, mas, na hora da retração, Anápolis apresenta quedas menos expressivas, gerando uma distorção acumulada que encarece gradativamente o custo de vida local.
Lideranças do Centrão propõem adoção do voto distrital misto para substituir o sistema proporcional na…
Mega-Sena realiza sorteio de prêmio acumulado nesta quarta-feira com bolões e apostas abertas.
Jovem de 19 anos é encontrado morto dentro de cela em unidade prisional de Anápolis…
Jovem de 24 anos é detido em Anápolis após perseguir médica por três meses na…
Moradora de apartamento descobre ao acordar que janela do quarto foi perfurada por tiros durante…
Senado aprova PEC da Segurança Pública em dois turnos, reorganizando forças policiais, endurecendo penas para…
This website uses cookies.