O presidente do Conselho Europeu, António Costa, afirmou que é preciso uma coordenação global para combater a desinformação disseminada por governos autoritários e que a tecnologia não “pertence” a ninguém, já que historicamente também serviu a causas democráticas, em discurso preparado para a segunda reunião da iniciativa “Em defesa da democracia: lutando contra o extremismo”, nesta quarta-feira, 24.
“Só porque algumas pessoas usam a internet para espalhar veneno não significa que devemos desistir da tecnologia. Precisamos mostrar que ela pode fortalecer a liberdade e o discurso público”, disse, ao mencionar que defender a democracia significa “mantê-la viva, aberta e renovada”.
Para Costa, a democracia pode “perder” se for confrontada com o progresso tecnológico. O presidente do Conselho Europeu afirmou que, na verdade, é preciso aprender a fortalecer a democracia com as ferramentas que o progresso tecnológico oferece.
“É verdade que os movimentos antidemocráticos têm sido eficazes na utilização da tecnologia para distorcer o debate público. Devemos regular os serviços digitais de forma a proteger as nossas liberdades”, explicou.
Por: Estadão Conteúdo
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