Comissão de Ética do Corinthians afasta Romeu Tuma Jr. da presidência do Conselho Deliberativo


Romeu Tuma Jr. foi suspenso liminarmente do exercício de suas funções como presidente do Conselho Deliberativo do Corinthians. A decisão foi tomada em reunião da Comissão de Ética e Disciplina do Conselho Deliberativo, realizada em 9 de abril de 2025, mas oficializada somente nesta sexta-feira, 30 de maio, quase dois meses depois.

Não está claro o motivo da demora pela oficialização da suspensão de Tuma. Neste período ele realizou a reunião do Conselho Deliberativo que terminou com o afastamento do presidente Augusto Melo, além da sessão que reprovou as contas de 2024.

A suspensão decorre de dois processos disciplinares movidos pelo presidente afastado Augusto Melo e pelo conselheiro Roberto William Miguel, mais conhecido como Libanês, aliado do dirigente alvo de impeachment.

Segundo documento ao qual o Estadão teve acesso, as alegações incluem “exclusão arbitrária de conselheiros de grupos de discussão oficiais e declarações depreciativas contra outros membros”, além de “acusações de declarações pessoais graves e infundadas, disseminação de informações que prejudicam a imagem do clube e sinais de parcialidade em um processo de impeachment em curso”.

O relator Mario Mello Júnior indicou a suspensão preventiva com base no Estatuto do Clube, visando a preservação da imagem institucional, a imparcialidade durante o processo de impeachment e a proteção dos demais membros do Conselho Deliberativo diante da instabilidade política gerada.

A votação para a suspensão liminar de Romeu Tuma Jr. resultou em 3 votos a favor e 1 voto contra. Votaram a favor os conselheiros Mario Mello Junior, Ronaldo Fernandez Tomé e Paulo Juricic. O voto contrário foi do conselheiro Rodrigo Bittar.

Em uma segunda votação, referente ao início imediato do afastamento ou sua ratificação posterior pelo Conselho Deliberativo, houve um empate técnico. O presidente Roberson de Medeiros se declarou impedido de participar do desempate, uma vez que é ele quem assume o posto, e o conselheiro Paulo Juricic reformulou seu voto para o início imediato.

Agora, Tuma poderá apresentar nova defesa, com reunião de provas documentais e oitiva dos envolvidos e testemunhas. Cabe ressaltar que a decisão é liminar e o caso ainda terá de passar pela análise da Comissão de Ética e votação no plenário do Conselho Deliberativo.



Por: Estadão Conteúdo

Estadão

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