Na véspera do fim do período das convenções partidárias, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conseguiu formar o maior bloco partidário na disputa presidencial. Além do PT, Lula tem agora apoio de oito siglas.

O presidente Jair Bolsonaro é candidato à reeleição em uma coligação com seu partido, o PL, e mais duas legendas. A representatividade de partidos em uma aliança é importante porque se traduz em maior tempo de propaganda no rádio e na TV e mais fundo eleitoral à disposição do candidato. Também costuma assegurar capilaridade da busca por votos nos Estados.

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Sem conseguir fechar aliança com outros partidos, o candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes, anunciou a vice-prefeita de Salvador (BA), Ana Paula Matos, como vice em sua chapa.  A decisão de concorrer com uma chapa pura refletiu a dificuldade de Ciro de atrair partidos para sua candidatura.

Já o União Brasil oficializou a senadora Soraya Thronicke como candidata do partido à Presidência da República. Ela terá o ex-secretário da Receita Federal Marcos Cintra como vice. O partido, criado com a fusão do PSL com o DEM, e tem hoje o maior fundo eleitoral e a maior fatia de tempo para propaganda eleitoral na TV, também irá disputar as eleições com chapa pura.

Apoios
A candidatura petista terá o apoio de PSB, Solidariedade, PSOL, Rede, Avante, PCdoB, Agir (antigo PTC) e PV. Juntas, as legendas elegeram 130 deputados, 12 senadores e oito governadores em 2018. A bancada na Câmara é o principal critério para a divisão do tempo de propaganda eleitoral na rádio e na TV, o que significa que Lula terá mais exposição midiática que seus concorrentes.

Bolsonaro conseguiu atrair para sua chapa a adesão do Progressistas e do Republicanos. Em 2018, o PL e as outras duas legendas elegeram 101 deputados, sete senadores e um governador. "A curva é favorável já há algum tempo. Assim que começar a campanha as coisas vão entrar em seu devido lugar", afirmou o líder do PL na Câmara, deputado Altineu Côrtes (RJ).

Ontem, o Podemos decidiu que vai apoiar a candidata do MDB à Presidência, Simone Tebet. A aliança já conta com PSDB e Cidadania, que indicaram a senadora tucana Mara Gabrilli (SP) para ser candidata a vice. O MDB, o Podemos, o PSDB e o Cidadania elegeram 82 deputados, seis governadores e 11 senadores há quatro anos.

Já Ciro Gomes, que está em terceiro lugar nas pesquisas, só tem o PDT. O partido elegeu 28 deputados, dois senadores e um governador em 2018, colocando o cearense em quinto lugar no ranking das alianças partidárias.

Ainda que a eleição de 2018 tenha mostrado que tempo de TV e recursos financeiros não garantem que um candidato vença - Geraldo Alckmin ficou em quarto e teve 22 vezes mais tempo que Bolsonaro -, analistas políticos avaliam que o fenômeno não deve se repetir em 2022. "As eleições de 2018 foram marcadas por vários processos, como os protestos de 2013, impeachment de Dilma, Lava Jato, que geraram forte sentimento antipolítica entre o eleitorado", disse o cientista político Bruno Carazza, professor da Fundação Dom Cabral.



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