Pensar na decoração de uma casa em 2026 é pensar em identidade, sensibilidade e intenção. Mais do que seguir modismos, cresce o desejo por ambientes que dialoguem com quem vive ali, valorizando experiências, emoções e escolhas que façam sentido no cotidiano. Para o artista plástico Adielso Rodrigues, fundador do Ateliê Qabana, em Campinas (SP), as cores do novo ano ganham protagonismo quando aplicadas à arte, assumindo o papel de fio condutor dos projetos residenciais contemporâneos.
Com obras presentes em casas de alto padrão, coleções particulares e projetos assinados por arquitetos renomados, Adielso Rodrigues observa uma mudança clara no comportamento de quem decora: a arte deixa de acompanhar o espaço e passa a definir a atmosfera do lar. Descubra como essa nova forma de pensar a decoração aponta caminhos para as casas em 2026!
Argilas queimadas, ocres densos e marrons sofisticados seguem comopilares cromáticos em 2026. Esses tons aparecem nas obras como elementos de acolhimento e estabilidade, criando ambientes sensoriais que convidam à permanência e ao silêncio.
Azuis profundos, verdes-musgos e variações minerais surgem como contraponto à velocidade do cotidiano. Nas obras autorais, essas cores funcionam como campos de contemplação, especialmente em salas amplas e áreas sociais que pedem equilíbrio visual.
Bege, areia, off-white e cinzas quentes permanecem relevantes, mas ganham camadas, gestos e relevos. Para Adielso Rodrigues, o neutro de 2026 não é vazio, é sofisticado, sensorial e carregado de intenção, valorizando a materialidade da obra.
Vinhos profundos, ferrugens, pretos luminosos e dourados envelhecidos aparecem de forma pontual, criando pontos de tensão e identidade. São cores que não dominam o ambiente, mas o transformam.
A principal mudança, segundo o artista, está na lógica do projeto. Em vez de escolher a obra ao final, a arte passa a ser o início do processo criativo. “Em 2026, a casa começa pela obra. Ela define a paleta, o clima e a narrativa do espaço”, afirma Adielso Rodrigues.
Eleita pela Pantone como uma das cores-chave de 2026, Cloud Dancer (11-4201) surge como expressão de um novo estado sensível na arte e na decoração contemporânea. Mais do que uma cor, ela se apresenta como atmosfera, pausa e respiração, marcada por sutileza, camadas translúcidas e gestos contidos que não se impõem ao espaço, mas o sustentam.
Em contraste com tons densos, minerais e terrosos, Cloud Dancer atua como um véu simbólico que dilui fronteiras entre o visível e o invisível, convidando o olhar a desacelerar e apontando para interiores onde a arte cria silêncio, permanência e contemplação em 2026.
Artista plástico e fundador do Ateliê Qabana, em Campinas (SP), é reconhecido por obras que unem força simbólica, acabamento artesanal e uso consciente das cores. Seu trabalho atende clientes de alto padrão, celebridades e grandes projetos residenciais e corporativos, com peças autorais que transformam ambientes em experiências sensoriais.
Por Rodrigo Almeida
Fonte: Portal EdiCase
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