O déficit em transações correntes do Brasil atingiu US$ 9,774 bilhões em setembro de 2025 – o maior para o mês na série histórica do Banco Central (BC). Até agora, o maior rombo, de US$ 8,747 bilhões, havia sido contabilizado em 2014. Os dados foram divulgados pela autarquia nesta sexta-feira, dia 24.
O déficit foi maior do que a estimativa mais pessimista coletada na pesquisa Projeções Broadcast, que apontava para um rombo de US$ 8,400 bilhões. A mediana do levantamento indicava déficit de US$ 7,800 bilhões. A estimativa menos negativa era de US$ 4,740 bilhões.
A conta corrente tem saldo negativo de US$ 56,905 bilhões no acumulado do ano. Em 12 meses, o rombo passou de 3,53% do Produto Interno Bruto (PIB) em agosto para 3,61% em setembro.
A balança comercial teve superávit de US$ 2,324 bilhões no mês passado, segundo a metodologia do BC. A conta de serviços teve déficit de US$ 4,904 bilhões. A conta de renda primária ficou negativa em US$ 7,635 bilhões, e a conta financeira, negativa em US$ 11,630 bilhões.
O BC espera déficit de US$ 70 bilhões nas transações correntes e entrada líquida de US$ 70 bilhões em IDP este ano, segundo o Relatório de Política Monetária (RPM) de setembro. A projeção da autarquia para o superávit comercial do Brasil em 2025 é de US$ 54 bilhões.
Por: Estadão Conteúdo
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