DI curto sobe e curva precifica 80% de chance de alta de 50 pb da Selic


As pontas curta e intermediária dos juros futuros se mantiveram em alta desde cedo, influenciadas pela produção industrial acima do esperado e com ajustes antes da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), sendo que a curva precifica 80% de chance de alta de 50 pontos-base nesta reunião. Já o vértice mais longo registrou instabilidade no período da tarde, monitorando na lupa as declarações do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Jerome Powell, que preferiu não se comprometer sobre os próximos passos da autarquia e disse não ser preciso ter pressa.

Às 17h20, a taxa de depósito interfinanceiro (DI) para janeiro de 2026 subia a 14,735%, de 14,702% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2027 subia a 14,020%, de 13,961%, e o para janeiro de 2029 operava perto do ajuste da véspera a 13,530%, de 13,539% ontem no ajuste.

Destaque do período da tarde, o DI longo chegou a renovar mínimas, seguindo movimento dos juros dos Treasuries, após a manutenção da taxa dos Fed funds na faixa de 4,25% a 4,50% ao ano e no começo da coletiva de imprensa de Powell – que chegou a dizer que o mercado de trabalho não é hoje fonte significativa de pressão inflacionária. Contudo, também ponderando que as expectativas de inflação no curto prazo aumentaram, com pesquisas apontando tarifas como fator para o impulso.

“Os riscos para a alta de inflação e aumento do desemprego aumentaram”, segundo o presidente do Fed. Na avaliação do economista-chefe do Banco Bmg, Flavio Serrano, o mercado se apoiava na tese de que se o desemprego subir, o Fed pode cortar juros em um horizonte mais distante, o que justificava os juros longos nas mínimas.

Contudo, pouco depois, Powell disse que não vê, no momento, evidências de que a economia esteja desacelerando, e reiterou que “dependendo do jeito que as coisas evoluírem, podemos manter ou cortar juros”. Segundo ele, os EUA não estão em uma situação em que se possa cortar juros de forma preventiva, e ainda não é clara qual seria a resposta apropriada da política monetária para tarifas.

Por fim Serrano considera que “Powell foi um pouco mais hawkish ao dizer que não há pressa para cortar juros, então parte do mercado tomou um pouco da curva de juros”, fazendo as taxas voltarem a operar mais perto dos ajustes da véspera, em alguns momentos pontuais até indo para viés de alta.

O vértice mais curto e intermediário dos juros segue em alta desde cedo devido à produção industrial, que subiu 1,2% em março ante fevereiro, superando o teto das expectativas do Projeções Broadcast, que iam de queda de 0,2% a alta de 0,7%. A valorização do dólar, a R$ 5,74 (+0,61%), também tende a pressionar.



Por: Source link

Estadão

Recent Posts

Frente fria avança pelo Centro-Sul com risco de tempestades e ventos fortes

Frente fria avança pelo Centro-Sul com previsão de chuvas, quedas de temperatura e risco de…

2 minutos ago

23º BPM remove 13 motocicletas em Goianésia durante fiscalização de trânsito

23º BPM remove 13 motocicletas em Goianésia durante fiscalização de trânsito: A Polícia Militar intensificou…

53 minutos ago

Temporal com fortes ventos e muita chuva atinge o Rio de Janeiro neste sábado

Rio de Janeiro registra chuva intensa e ventos fortes neste sábado. Defesa Civil monitora alagamentos…

1 hora ago

Buscas por vítimas continuam após desabamento de prédio comercial

Bombeiros mantêm buscas em escombros após desabamento de prédio comercial na capital paulista.

5 horas ago

Jóquei Clube de Goiás enfrenta novos desafios estruturais após anos de portas fechadas

Conheça a situação atual da estrutura do Jóquei Clube de Goiás e os desafios para…

5 horas ago

Prazo final para quitar dívidas em Goiânia com abatimento expressivo

Moradores de Goiânia têm prazo até dia 16 para quitar dívidas municipais com descontos de…

7 horas ago

This website uses cookies.