O Ministério da Educação (MEC) anunciou que solicitará a intervenção da Diretoria de Combate a Crimes Cibernéticos da Polícia Federal para apurar ameaças direcionadas a instituições de ensino superior. A decisão ocorre em um momento de tensão, após o registro de mensagens intimidatórias em redes sociais e aplicativos de comunicação que visam a integridade física de estudantes e a segurança de prédios acadêmicos.
O ministro da Educação, Leonardo Barchini, manifestou preocupação com a possibilidade de escalada da violência no ambiente universitário. Segundo o gestor, a pasta tem mantido um monitoramento constante sobre o conteúdo que circula na internet e que tem chegado ao conhecimento de reitores, professores e do corpo discente.
Investigação de crimes cibernéticos nas universidades
A medida busca centralizar as apurações sobre as ameaças que circulam no ambiente digital. O Ministério da Educação atua em parceria com a Polícia Federal para identificar a origem das postagens que sugerem atos de vandalismo, como incêndios, e agressões contra a comunidade acadêmica em meio a contextos de manifestações políticas.
O ministro reforçou que a universidade deve ser preservada como um espaço de pluralidade e debate democrático. A atuação da Diretoria de Crimes Cibernéticos é considerada fundamental para rastrear os responsáveis pelas ameaças e garantir que o ambiente de ensino permaneça seguro para a realização das atividades acadêmicas.
Contexto de insegurança e danos materiais
A mobilização do MEC ocorre paralelamente à investigação de um incêndio de grandes proporções na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). O sinistro causou danos estruturais severos, com prejuízos estimados em R$ 100 milhões, e já é objeto de inquérito instaurado pela Polícia Federal.
Além do caso em Pernambuco, a Universidade Federal Fluminense (UFF) também reportou ter sido alvo de ameaças recentes. A instituição confirmou o recebimento de mensagens que citavam a possibilidade de ataques incendiários e agressões, levando a administração a acionar as autoridades policiais competentes para garantir a proteção de seu campus e de seus alunos.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br



