Fazenda aumenta previsão para o IPCA em 2025 para 5%, acima do teto da meta


O Ministério da Fazenda aumentou a sua projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2025 para 5,0% – acima do teto da meta, de 4,5% – no Boletim Macrofiscal divulgado nesta segunda-feira pela Secretaria de Política Econômica (SPE). A projeção era de 4,9% no boletim anterior, de março, e de 4,8% no documento “2024 em retrospectiva e o que esperar de 2025”, publicado em fevereiro.

“A mudança refletiu pequenas surpresas nas variações para o índice em março, além de alterações marginais nas expectativas para os próximos meses”, pontuou a SPE no boletim. Conforme a Secretaria, no cenário considerado, a redução na inflação passa a ser observada de maneira mais regular apenas “a partir de setembro”.

Para 2026, a projeção de IPCA se manteve relativamente constante, avançando de 3,5% para 3,6%, dentro do intervalo da meta de inflação. “De 2027 em diante, espera-se convergência da inflação ao centro da meta”, considerou.

Para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 2025, a projeção da SPE subiu de 4,8% para 4,9%, enquanto a para o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) caiu de 5,8% para 5,6%.

A SPE destacou que a inflação de alimentos passou de 7,1% em fevereiro para 7,9% em abril. Nesse período, conforme o boletim, merecem atenção a redução na deflação da batata e a maior inflação do café. Os maiores preços do tomate e de leite e derivados também contribuíram para a alta na inflação de alimentos de fevereiro até abril. “Esses aumentos foram parcialmente compensados pela menor inflação de frutas, principalmente devido à queda nos preços do mamão, e pela deflação do arroz”, mencionou.

Apesar do aumento na inflação de alimentos no acumulado em doze meses, alguns produtos típicos do prato do brasileiro registram deflação desde o início do ano até abril, conforme compilou a Secretaria. Destaque para a queda nos preços do arroz, feijão e óleo de soja, repercutindo a safra recorde de grãos; e do azeite, relacionada à retirada temporária de tarifas de importação. “No acumulado de janeiro a abril, os preços de carnes bovinas e suínas também registraram quedas, embora de menor magnitude”, mencionou.

A SPE atualizou as projeções para o INPC de 2025 para 4,9%, ante 4,8% no último boletim macrofiscal. A previsão para 2026 passou de 3,4% para 3,5%. A projeção para o IGP-DI caiu de 5,8% para 5,6% este ano, e atingiu 4,9% em 2026, ante 4,4% no documento anterior.



Por: Estadão Conteúdo

Estadão

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