Goiás e Tocantins concordam em suspender processo sobre divisa para realização de estudo técnico

Em audiência de conciliação no Supremo Tribunal Federal (STF) conduzida pelo ministro Cristiano Zanin, na segunda-feira (06/04), os Estados de Goiás e do Tocantins concordaram em suspender a Ação Cível Originária (ACO) 3734 até 22 de junho para a realização de um estudo técnico, em conjunto, sobre a linha divisória entre os dois entes federados.

Visita técnica da PGE vistoria área de divisa entre Goiás e Tocantins objeto de ação no STF

Ficou definido que será instituído um grupo de trabalho técnico entre as partes para a realização das diligências necessárias, e uma nova audiência de conciliação foi designada para a mesma data.

Nesse período, os serviços públicos oferecidos à população local não sofrerão nenhuma alteração.

O Estado de Goiás foi representado na audiência pela Procuradoria-Geral do Estado de Goiás (PGE-GO). Estiveram presentes o procurador-geral, Rafael Arruda; o subprocurador-geral do Contencioso, Alexandre Gross; e os procuradores Alerte Martins e Túlio Ribeiro.

Divisa Goiás e Tocantins

Na ação, o Estado de Goiás requer que o Tocantins desocupe área pertencente ao território goiano, situada ao norte do município de Cavalcante, conhecida como Quilombo Kalunga dos Morros. Segundo a PGE, o Tocantins passou a ocupar de forma irregular cerca de 12,9 mil hectares (129 km²) dessa área.

Goiás requer que o Tocantins desocupe área pertencente ao território goiano, situada ao norte do município de Cavalcante (Foto: PGE)

A ocupação inclui a oferta de serviços públicos tocantinenses na região e a instalação de um portal turístico no Complexo do Prata, localizado em área que, constitucionalmente, pertence a Goiás.

O local é um dos atrativos mais visitados por turistas que buscam as paisagens naturais da Chapada dos Veadeiros e está inserido na área em discussão.

A ação traz pedido de tutela de urgência para a fixação, como divisa, dos limites naturais corretamente identificados, além da desocupação administrativa da área.

De acordo com a PGE, a ocupação decorre de um erro na Carta Topográfica São José, elaborada pela Diretoria de Serviço Geográfico do Exército Brasileiro, em 1977. O documento identificou equivocadamente o Rio da Prata como sendo o Córrego Ouro Fino, o que gerou confusão sobre os limites estaduais entre Goiás e Tocantins.

A ação foi fundamentada no Relatório Técnico de Avaliação de Limites Municipais elaborado pelo Instituto Mauro Borges (IMB), que analisou mapas, decretos e legislações antigas sobre a divisão territorial do município.

Fonte:Agência Goiana de Notícias

Dener Rafael

Recent Posts

Alimentação indevida por visitantes causa morte de peixes no Parque Ipiranga

Veterinária alerta que restos de comida jogados por visitantes no Parque Ipiranga, em Anápolis, causam…

8 horas ago

Anápolis perde a educadora Aparecida Alves Vilela Rodrigues aos 59 anos

A educadora Aparecida Alves Vilela Rodrigues faleceu aos 59 anos em Anápolis. Ela dedicou mais…

11 horas ago

São Paulo garante vaga na final do Brasileirão Feminino após vitória sobre o Flamengo

São Paulo vence o Flamengo e garante vaga na final do Brasileirão Feminino 2026. Adversário…

12 horas ago

Petrobras adere à subvenção do diesel para manter preços nas bombas

Petrobras adere à subvenção de R$ 1 por litro de diesel para estabilizar preços. Valor…

12 horas ago

Goianésia tropeça mais uma vez e perde para o lanterna Trindade

Goianésia tropeça mais uma vez e perde para o lanterna Trindade: O Goianésia perdeu mais…

12 horas ago

Força Tática Goianésia prende suspeito de tráfico com aproximadamente 2 kg de maconha

Força Tática Goianésia prende suspeito de tráfico com aproximadamente 2 kg de maconha: Uma ação…

12 horas ago

This website uses cookies.