O prefeito licenciado de Goiânia, Maguito Vilela (MDB), morreu na madrugada desta quarta-feira, 13, a onze dias de completar 72 anos de idade. A morte encerra uma luta contra a covid-19 que começou há 83 dias. Maguito deixa a esposa, Flávia, quatro filhos (entre eles Daniel Vilela), quatro netos e 1,5 milhão de goianienses órfãos. O sepultamento acontecerá em Jataí, sua terra natal.

Maguito lutava contra a sua segunda infecção pulmonar, detectada em sete de janeiro - há seis dias, portanto. A notícia de que o paciente havia sido acometido por bactérias no pulmão jogou um balde de água fria em todos que torciam pela sua recuperação, já que antes dela Maguito estava lúcido, assistia a filmes e jogos de futebol no seu quarto, falava com o suporte de uma válvula (que tampava o orifício aberto em sua traqueia para ventilação mecânica) e recebia visita dos netos.

O boletim médico desta terça trouxe, pela primeira vez, o adjetivo "grave" para falar da infecção contra a qual o prefeito lutava. Disse, também pela primeira vez, que Maguito estava sob efeito de "altas doses" de remédio.

O prefeito foi diagnosticado com a Covid-19 no dia 20 de outubro do ano passado. No dia 22, foi internado no hospital Órion, em Goiânia; e, no dia 27, foi transferido para o Hospital Albert Einstein, em São Paulo, local onde faleceu. O médico pneumologista e genro Marcelo Rabahi o acompanhou em todo o calvário.

Maguito foi um dos políticos mais longevos de Goiás, além de dono de uma das trajetórias mais bem-sucedidas. Foi vereador, deputado estadual e federal, prefeito, senador, vice-governador e governador. Lançou-se candidato a prefeito de Goiânia pelo MDB algumas semanas depois que o prefeito Iris Rezende (MDB) anunciou a aposentadoria, em 25 de agosto. Foi eleito em segundo turno, com 52,52% dos votos válidos. Quem governará a cidade pelos próximos quatro anos será o vice de Maguito, Rogério Cruz (Republicanos).