Desde o início da pandemia do novo coronavírus, a Diretoria-Geral de Administração Penitenciária (DGAP) têm adotado uma série de medidas para prevenir a contaminação nas unidades prisionais de todo o Estado. Um exemplo dessas ações é a desinfecção dos estabelecimentos penitenciários, como aconteceu na Unidade Prisional Regional (UPR) de Catalão, nesta sexta-feira, 30. A higienização foi realizada em todos os ambientes do estabelecimento penitenciário e nas viaturas.

O processo de desinfecção é realizado em todas as  unidades prisionais, periodicamente, e seguem os protocolos estabelecidos pelas autoridades de saúde. Para garantir esses procedimentos, a DGAP adquiriu pulverizadores e insumos, que são usados na higienização das carceragens, áreas administrativas e embalagens dos produtos levados por familiares aos presos. A desinfecção de viaturas também é realizada sempre que acontece o transporte de algum detento.

Segundo o diretor-Geral de Administração Penitenciária, tenente-coronel Rasmussen Rodrigues, o trabalho de prevenção e controle dos casos de Covid-19 é intenso e diário. “Não demos trégua para o vírus nenhum dia. Sempre que um servidor ou preso apresenta sintomas, ele é testado e isolado. Todas as unidades prisionais seguem as medidas de prevenção de forma rigorosa”, salienta.

Comitê
Já no início da pandemia, a DGAP criou um Comitê de Gerenciamento de Crise sobre o coronavírus no sistema penitenciário. A atuação desse comitê refletiu na rapidez da adoção de medidas preventivas para o controle da doença. Os integrantes se reúnem constantemente para acompanhar todo o sistema penitenciário e tomar decisões necessárias, proativamente. 

utro procedimento que garantiu a proteção dos detentos foi a triagem e a quarentena dos presos que ingressam no sistema. A DGAP criou unidades de triagem. Todo preso que é encaminhado pelas polícias Militar ou Civil para o Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, por exemplo, permanece um período de quarenta na Casa do Albergado ou na Colônia Agroindustrial do Regime Semiaberto, até que se comprove que ele não está contaminado. As unidades prisionais do interior seguem o mesmo procedimento.

Produção de máscaras
Os projetos de ressocialização também incluíram a produção de máscaras de proteção facial de tecido nas unidades prisionais, com utilização de mão de obra carcerária. As máscaras produzidas pelos presos são distribuídas para os custodiados que trabalham nas unidades prisionais ou que tenham que deixar a unidade por algum motivo, ou são doadas para entidades ou pessoas em situação de vulnerabilidade social.

Vacinação
A vacinação dos servidores também é outra medida para o controle da doença no sistema penitenciário. Mais de 2 mil servidores já foram imunizados, desde o dia 29 de março, com a primeira dose da vacina contra a Covid-19, segundo levantamento realizado pela Coordenação de Saúde do Servidor da instituição. Servidores de algumas unidades prisionais, como as de Inhumas e Rio Verde, já estão recebendo a segunda dose.

A inclusão das forças de segurança no grupo prioritário para vacinação contra a Covid-19 foi aprovada pelo Centro de Operações de Emergência de Goiás (COE-GO) e determinada pelo Governo de Goiás por meio da Resolução n° 030/2021, publicada no Diário Oficial no dia 24 de março.

Transparência
A DGAP também realizou aproximadamente 15 mil testes entre os servidores e presos em uma busca ativa de casos da Covid-19 no sistema penitenciário, desde o início da pandemia. Todas as informações sobre a Covid-19 são divulgadas no boletim diário, que traz a atualização dos casos da doença no sistema. Este boletim é divulgado nas redes sociais e no site do órgão.

A instituição também promoveu palestras a respeito dos procedimentos de prevenção e de combate ao coronavírus e treinamentos sobre a utilização dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para os servidores. Além disso, a DGAP desenvolveu uma campanha educativa com vídeos, cards e áudios, voltada para os servidores e amplamente divulgada nas redes sociais e no site do órgão.