A base do governo conseguiu barrar a convocação de Gustavo Marques Gaspar, ex-assessor do senador Weverton Rocha (PDT-MA), e de Silas Bezerra de Alencar, sócio de empresa que teria pagado passagens para representantes da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), para prestarem depoimento à CPMI do INSS.
Os requerimentos foram rejeitados em sessão realizada nesta quinta-feira, 25, antes do depoimento de Antônio Carlos Camilo, o “Careca do INSS”.
Como revelou o Estadão, Gustavo Marques Gaspar foi sócio do haras da família do deputado Juscelino Filho (União-MA), ex-ministro das Comunicações. Juscelino é amigo e padrinho dos filhos do senador Weverton Rocha.
Gaspar concedeu procuração a Rubens Oliveira Costa, apontado pela Polícia Federal como um dos operadores financeiros do esquema de descontos ilegais a aposentados.
Oliveira Costa já depôs à CPMI, de onde saiu preso por falso testemunho – e liberado horas depois. Ele negou ser sócio do Careca e afirmou ser apenas funcionário da Prospect, empresa que, segundo as investigações, foi usada para receber recursos de associações e pagar propina a agentes públicos.
A manobra do governo se baseou em um comunicado feito por Gustavo Gaspar, em que se comprometeu a abrir seu sigilo fiscal. Com isso, outros parlamentares seguiram a orientação de postergar a convocação dele.
Por: Estadão Conteúdo
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