O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e a líder da minoria na Câmara, Caroline de Toni (PL-SC), discutiram nesta quarta-feira, 24, durante uma audiência na Comissão de Agricultura da Casa. Respondendo a uma pergunta da parlamentar, Haddad afirmou que o PL não poderia falar sobre o déficit do Brasil, por ter produzido resultados fiscais negativos.
“Para falar de déficit, tem de ter entregado um resultado melhor”, disse Haddad, depois de ter sido interrompido pela deputada, que pediu a ele para responder a questão.
Quando Caroline afirmou que houve superávit no governo Bolsonaro, o ministro afirmou que os resultados foram uma “maquiagem” dependente da venda de patrimônio público e de “calotes” em governadores e precatórios.
Haddad ainda classificou a lei que autorizou a privatização da Eletrobras como “vergonhosa”, e disse que a venda de refinarias da Petrobras a da BR Distribuidora foram “outro escárnio”.
Depois do superávit primário de 2022, o Orçamento de 2023, aprovado ainda no governo anterior, já previa um déficit primário, e sem recursos para os precatórios e o Bolsa Família. “Ou seja, que serviço bonito. Vocês estão orgulhosos? Parabéns”, disse Haddad, referindo-se à deputada do PL. “Eu estou orgulhoso do que estou fazendo, vocês estão orgulhosos do que vocês fizeram. Está tudo bem, está todo mundo feliz”, completou.
Também falando com a deputada, o ministro afirmou que o arcabouço fiscal está sendo cumprido, com o uso de contingenciamentos e bloqueios.
Outro confronto com deputada do PL
Mais cedo, na mesma audiência, a deputada bolsonarista Júlia Zanatta (PL-SC) tentou provocar Haddad. Em um bloco de perguntas, ela se referiu a Haddad como “ministro da taxação” e com o nome “Taxad”.
“Pelo amor de Deus, ministro. O senhor não deve mais nem falar com a sua mulher. Não deve nem ter tempo. Porque o senhor, a todo momento, quer aumentar impostos, homem. Para com isso”, disse Zanatta.
Sem ligar o microfone, Haddad falou com a deputada e pediu que a sua esposa não fosse mencionada nos discursos.
Zanatta continuou as críticas ao ministro e às políticas do governo, falando em “canalhice” pela ausência de políticas de corte de gastos.
Mais discussões na audiência
Mais cedo, o deputado federal Delegado Caveira (PL-PA) começou uma discussão com parlamentares petistas ao chamar Haddad de “Taxad”.
Por: Estadão Conteúdo
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