O Comitê de Política Monetária (Copom) reforçou que o esmorecimento no esforço de reformas estruturais e disciplina fiscal, o aumento de crédito direcionado e as incertezas sobre a estabilização da dívida pública têm potencial de elevar a taxa de juros neutra da economia, “com impactos deletérios sobre a potência da política monetária e, consequentemente, sobre o custo de desinflação em termos de atividade”. A avaliação consta na ata de sua última reunião, publicada há pouco.
O colegiado detalhou que a política fiscal tem impacto de curto prazo, principalmente por meio de estímulo à demanda agregada, mas também uma dimensão mais estrutural, com potencial para afetar a percepção sobre a sustentabilidade da dívida e impactar o prêmio da termo da curva de juros.
Na sequência, afirmou que uma política fiscal que atue de forma contracíclica e contribua para a redução do prêmio de risco favorece a convergência da inflação à meta.
“O Comitê manteve a firme convicção de que as políticas devem ser previsíveis, críveis e anticíclicas. Em particular, o debate do Comitê evidenciou, novamente, a necessidade de políticas fiscal e monetária harmoniosas”, concluiu, no 8ºparágrafo.
Por: Estadão Conteúdo
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