Os alimentos voltaram a subir em março, pelo sétimo mês consecutivo, o que tem pressionado a inflação acumulada em 12 meses, segundo Fernando Gonçalves, gerente do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O grupo Alimentação e Bebidas saiu de uma elevação de preços de 0,70% em fevereiro para uma alta de 1,17% em março. Em 12 meses, os preços dos alimentos acumulam um aumento de 7,68%, ante uma taxa de 5,48% registrada pelo IPCA.
Segundo Gonçalves, os cultivos de alimentos têm sofrido consequências de problemas climáticos, o que reduz a oferta de produtos, influenciando aumentos de preços.
“A gente espera que com a chegada das chuvas, uma normalização, o clima mais ameno, isso se reverta”, estimou Gonçalves.
O pesquisador ressalta que, passada a influência do bônus de Itaipu sobre o grupo habitação, o IPCA desacelerou na passagem de fevereiro para março. “A inflação desacelerou, mas ainda veio num patamar de outubro e dezembro do ano passado, que foram meses em que houve pressões de alimentos”, observou.
Ele acrescenta que o IPCA em 12 meses permanece muito acima da meta de inflação de 3,00% perseguida pelo Banco Central, cujo teto de tolerância é de 4,50%. “Está quase 2,5 pontos acima da meta de inflação, e neste mês de março a gente tem influência ainda forte dos preços dos alimentos”, concluiu.
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