lista tem Bíblia, Dante e ficção histórica


Mario Sergio Cortella é frequentemente perguntado sobre quais livros não se pode deixar de ler. A lista das leituras ‘essenciais’ do filósofo mistura pensadores clássicos, livro sagrado e obras afetivas. Ele abriu sua biblioteca ao Estadão e listou alguns títulos.

‘Bíblia’

“É preciso ler, porque ela é a referência de muitas coisas, independentemente de religião.”

‘O Discurso do Método’, de Descartes

“E também vale ler Meditações. Meu primeiro livro foi uma obra sobre Descartes, e mexeu comigo porque ele trouxe algumas das ideias mais firmes deste pensador em relação à dúvida metódica.”

‘Fédon’, de Platão

“Uma das obras mais belas que eu já vi na vida, que fala sobre a imortalidade da alma”, diz o filósofo.

‘Criação’, de Gore Vidal

“Um livro que narra uma aventura no século 5 e ao mesmo tempo tem toda uma reflexão sobre qual é a origem da vida. É maravilhoso. São mais de 600 páginas de alegria pura.”

‘A Divina Comédia’, de Dante Alighieri

“Tem que passear por ela. É fundamental. É produção humana, porque é beleza, é encantamento, é ensinamento.”

‘Reinações de Narizinho’, de Monteiro Lobato

“Foi o primeiro livro que eu li na minha vida. E recentemente ganhei as obras completas de Monteiro Lobato. Nem abri, mantive-as preservadas, para passar aos meus netos.”

‘O Príncipe’, de Nicolau Maquiavel

“É um dos clássicos que há que se ler.”

‘A Política’, de Aristóteles

“Não existe filosofia sem Aristóteles. Também vale a leitura de Arte Retórica e Arte Poética, muito marcante para se compreender o lugar da arte, o lugar da percepção, da comunicação humana.”

‘Pedagogia do Oprimido’, de Paulo Freire

“Ele busca capturar aquilo que é a necessidade de uma formação que leve a pessoa a romper as suas amarras. E a primeira amarra é a da própria pessoa. E tem uma das passagens mais interessantes para mim: ‘ninguém se educa sozinho, ninguém educa ninguém, nós nos educamos mutuamente’. Isto é, só é um bom ‘aprendente’ quem for um bom ‘ensinante’.”

‘Suma teológica’, de Tomás de Aquino

“Fundamental para entender a filosofia. No século 12, ele agregou a ciência e a filosofia, a razão e a fé num movimento muito forte retomando Aristóteles.”



Por:Estadão Conteúdo

Estadão

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