Maioria das Bolsas da Europa fecha em alta à espera de balanços, decisões de BCs e Trump-Xi


As bolsas da Europa fecharam majoritariamente em alta nesta segunda-feira, 27, conforme investidores se posicionam para semana repleta de balanços corporativos e decisões dos BCs das principais economias. Ainda, há expectativa de que os Estados Unidos e a China cheguem a um acordo comercial durante a cúpula dos presidentes Donald Trump e Xi Jinping, marcada para a quinta-feira, 30.

Em Londres, o FTSE 100 subiu 0,09%, a 9.653,82, renovando recorde de fechamento e de máxima a 9.672,74 pontos durante a sessão. Em Frankfurt, o DAX avançou 0,28%, a 24.308,82 pontos. Em Paris, o CAC 40 teve alta de 0,16%, a 8.239,18 pontos. Em Milão, o FTSE MIB ganhou 1%, a 42.911,57 pontos. Em Madri, o IBEX 35 subiu 0,86%, a 15.997,80 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 caiu 0,21%, a 8.352,01 pontos, pressionado por ações de energia. As cotações são preliminares.

As bolsas de Milão e Madri lideraram a alta entre os principais mercados, impulsionadas por ações do setor bancário, cujo subíndice avançava 1,3% perto do horário de fechamento. Nesta semana, alguns dos maiores bancos da Europa devem informar seus resultados trimestrais.

Analistas apontam que o otimismo sobre um corte de juros do Federal Reserve (Fed) nesta semana e outro em dezembro, além de sinais de avanço nas negociações comerciais entre EUA e China, alimentam o apetite por risco em escala global nesta segunda-feira. Em declaração a repórteres no domingo, Trump disse que espera chegar a um “acordo completo” com Xi Jinping.

Contudo, o grupo Macquarie alerta que ainda há razões para que o presidente do Fed, Jerome Powell, soe hawkish ao cortar juros na quarta-feira e que dificilmente um acordo sino-americano abrangente deva ser conquistado nesta semana, o que pode barrar o desempenho dos mercados acionários.

No fronte macro europeu, o índice Ifo de sentimento das empresas da Alemanha subiu a 88,4 em outubro, mas, para o ING, não muda o quadro frágil da economia local. O Banco Central Europeu (BCE) decide juros na quinta-feira e deve manter as taxas pela terceira vez consecutiva.

No radar corporativo, a farmacêutica Novartis caía 0,9% em Zurique, depois de comprar a americana Avidity Biosciences, por cerca de US$ 12 bilhões. Exceção entre bancos, o HSBC recuava 0,3% em Londres, após declarar provisão de US$ 1,1 bilhão no terceiro trimestre por decisão judicial relacionada ao caso Bernard Madoff.

Saída do horário de verão

A Europa saiu do horário de verão no domingo, 26 , atrasando seus relógios em uma hora. Londres e Lisboa passarão a ficar três horas à frente de Brasília; e Madri, Paris, Berlim, Frankfurt, Roma e Milão ficarão quatro horas.

Com isso, as Bolsas de Londres, Paris, Frankfurt, Madri, Milão e Lisboa passam a operar das 5 horas às 13h30 (de Brasília).



Por: Estadão Conteúdo

Estadão

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