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Michelle usa blusa com dizeres ‘anistia já’ escritos em batom para convocar para ato em SP


Após faltar ao ato bolsonarista esvaziado no Rio de Janeiro, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) têm sido uma das principais vozes a convocar os apoiadores de Jair Bolsonaro (PL) a irem à próxima manifestação em favor dele, no domingo, dia 6, em São Paulo. Mais uma vez, a principal pauta será a anistia aos condenados pelos ataques de 8 de janeiro de 2023, em Brasília.

Em um vídeo divulgado em seus perfis nas redes sociais, Michelle aparece usando uma camiseta branca com a frase “anistia já!”, escrita com batom. Outras bolsonaristas, como as deputadas Bia Kicis (PL-DF), Caroline de Toni (PL-SC) e Rosana Valle (PL-SP), a senadora Damares Alves (Republicanos-DF), a mulher do pastor Silas Malafaia, Elizete Malafaia, a vice-governadora do DF Celina Leão (PP), e influenciadoras de direita também gravaram declarações usando a mesma vestimenta.

A estratégia adotada pelos bolsonaristas tem sido condensar a pauta em uma pessoa e um símbolo: a cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos e um batom. A mulher ficou conhecida por pichar a frase “perdeu, mané” usando batom vermelho na estátua “A Justiça”, em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF) durante os atos golpistas do 8 de Janeiro, e está em prisão domiciliar desde a última sexta-feira, 28, por decisão do ministro Alexandre de Moraes.

No vídeo, Michelle diz que, diferentemente do batom removido da estátua, “as marcas profundas causadas pela injustiça de homens” jamais serão apagadas. Outras frases de impacto como “o batom, que para eles é uma arma, para nós é um símbolo da renovação das nossas forças” e “o batom dará nova vida aos nossos lábios e de nossa boca sairão vozes que ecoarão mundo todo” também foram declamadas pelas oposicionistas.

Nesta quarta-feira, 2, Bolsonaro afirmou em entrevista à Rádio Auriverde Brasil que “não faz movimento em Brasília porque o povo tem medo”, mas que “na Paulista, é diferente”. “A Michelle vai ter um discurso voltado para a questão familiar, mostrar que uma criança que está crescendo sem os pais sofre muito, mais do que o pai preso”, disse.

Bolsonaro tem atribuído ao Congresso Nacional a responsabilidade de “salvar” Débora de uma condenação criminal por meio da aprovação de anistia, da qual também poderia se beneficiar. Ela é ré por crimes como associação criminosa armada e abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

A pena sugerida por Moraes em seu voto, de 14 anos de prisão em regime inicial fechado, é criticada pelos bolsonaristas, mas também dentro da Corte. O ministro Luiz Fux, que pediu mais tempo para avaliar o caso, afirmou que vê a pena como exacerbada.



Por: Estadão Conteúdo

Estadão

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