Um caso inusitado envolvendo um profissional de entrega por aplicativo em Anápolis ganhou repercussão nas redes sociais nesta semana. Durante o turno da madrugada, um motoboy foi surpreendido por uma abordagem de teor sexual enviada pelo chat da plataforma 99, logo após aceitar uma corrida.
O passageiro, identificado no aplicativo como Pedro, iniciou o contato enviando a mensagem “Bqt $$”, uma abreviação prontamente compreendida pelo trabalhador e seus colegas como uma proposta de sexo oral em troca de remuneração financeira. A insistência do cliente, marcada por pontos de interrogação, gerou uma reação imediata entre o grupo de entregadores que acompanhava a situação.
Incentivado pelos colegas que presenciaram a cena, o motoboy decidiu responder à investida com um valor fixo de R$ 200. A intenção, segundo relatos, não era aceitar o convite, mas sim expor o comportamento inadequado do usuário através de uma resposta irônica que desarmasse a tentativa de assédio.
Para a surpresa dos profissionais presentes, o passageiro não encerrou a conversa e enviou uma contraproposta, oferecendo apenas R$ 50 pelo serviço solicitado. A disparidade entre o valor exigido pelo motoboy e a oferta do cliente gerou risadas coletivas entre os trabalhadores, que comentaram a audácia do passageiro em tentar negociar o preço de uma proposta de teor sexual.
O episódio, registrado em vídeo, circula em perfis de redes sociais dedicados à rotina de entregadores da região, como o Portal 6. A situação ilustra os desafios enfrentados por profissionais de transporte por aplicativo, que frequentemente se deparam com o uso indevido das ferramentas de comunicação das plataformas para finalidades alheias ao serviço de transporte.
O uso de chats em aplicativos de mobilidade urbana é destinado exclusivamente à logística da viagem, como orientações sobre o ponto de encontro ou detalhes do trajeto. O desvio dessa finalidade para abordagens de cunho pessoal ou sexual configura uma violação dos termos de uso da maioria das empresas de tecnologia que operam no Brasil.
Embora o caso tenha sido tratado com humor pelos envolvidos no momento da gravação, a exposição de dados e a interação com passageiros em horários de baixa circulação reforçam a necessidade de atenção constante dos profissionais. Até o momento, não houve informações sobre denúncias formais contra o passageiro junto aos canais de suporte da plataforma.
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