Muitas vezes, pessoas mais pobres não são prioridade para a maioria dos governos


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta segunda-feira, 19, que é triste saber que o mundo gastou, no ano passado, mais de US$ 2 trilhões em financiamento de armas e guerras, e não com ferramentas de combate à fome.

“É muito triste a gente saber que o mundo gastou, no ano passado, US$ 2,4 trilhões em armamentos e conflitos, e não teve a mesma coragem ou ousadia ensinando as pessoas a plantar e a colher aquilo que a gente come em cada País”, disse o petista.

Segundo o governo federal, o evento busca refletir a “prioridade da política externa brasileira em fortalecer as relações com os países africanos, pautada em valores compartilhados e cooperação baseada na solidariedade e respeito mútuo”.

Dívida histórica com a África

Lula participou nesta segunda de um encontro com delegações africanas na abertura do II Diálogo Brasil-África sobre Segurança Alimentar, Combate a Fome e Desenvolvimento Rural. Os diplomatas estrangeiros vão participar de agendas sobre o tema entre a terça-feira, 20, e a quinta-feira, 22, em Brasília.

O presidente disse que o Brasil tem uma dívida histórica com o continente africano. Segundo o presidente, o Brasil não pode pagar em dinheiro pelos anos de escravidão no País, mas pode retornar em solidariedade e transferência de tecnologia.

“O Brasil tem uma dívida histórica com o continente africano. Nós devemos ao continente africano o que nós somos, a nossa cor, a nossa arte, a nossa cultura, o nosso jeito de ser. Nós devemos 350 anos em que esse País explorou uma grande parte do povo africano”, disse Lula. O presidente disse ainda que a África faz parte do Brasil, e que o Brasil tem orgulho da relação com o continente.

Segundo o governo federal, o evento busca refletir a “prioridade da política externa brasileira em fortalecer as relações com os países africanos, pautada em valores compartilhados e cooperação baseada na solidariedade e respeito mútuo”.

As delegações africanas são compostas por ministros da Agricultura, representantes de organizações internacionais, bancos multilaterais de desenvolvimento, instituições de pesquisa, organizações e cooperativas da agricultura familiar. Também participam nomes ligados a entidades do setor privado.



Por: Estadão Conteúdo

Estadão

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