O Parque Mutirama, um dos espaços de lazer mais tradicionais de Goiânia, atravessa um momento decisivo em sua trajetória. Um estudo recente realizado no campo da Arquitetura e Urbanismo aponta que o local enfrenta uma perda gradual de protagonismo, impulsionada pelo desgaste de suas estruturas e pela mudança nos hábitos de consumo das novas gerações, cada vez mais conectadas ao universo digital.
Apesar dos desafios, o parque demonstrou resiliência ao registrar a presença de 5,5 mil visitantes em sua recente reabertura. Esse número, embora positivo, reacende um debate fundamental sobre a necessidade de investimentos em modernização e a capacidade do espaço de se reinventar para manter sua relevância histórica na capital goiana.
Mudanças no comportamento e o impacto das telas
A pesquisa destaca que a concorrência com o entretenimento digital é um dos principais obstáculos para parques temáticos tradicionais. O acesso facilitado a jogos eletrônicos e plataformas de streaming alterou a forma como crianças e adolescentes buscam diversão, tornando o lazer ao ar livre menos atrativo do que nas décadas anteriores.
Para especialistas, o desafio não é apenas restaurar brinquedos, mas criar uma experiência que dialogue com o público contemporâneo. A integração de novas tecnologias e a revitalização dos espaços físicos aparecem como caminhos essenciais para que o Mutirama volte a ocupar o centro das opções de lazer das famílias.
Desgaste estrutural e a busca por revitalização
O estudo também enfatiza a necessidade de intervenções profundas na infraestrutura do parque. O desgaste natural, agravado pelo tempo, exige um plano de manutenção contínua e a atualização dos equipamentos para garantir não apenas a segurança, mas também o conforto dos usuários que frequentam o local.
A gestão do espaço, vinculada à Prefeitura de Goiânia, encontra-se diante da tarefa de equilibrar a preservação da memória afetiva do parque com a urgência de uma modernização que atenda às exigências atuais de acessibilidade e diversão urbana.



