Ouro renova recorde pela 2ª sessão consecutiva com expectativa por cortes do Fed


O ouro fechou em alta nesta quarta-feira, 3, renovando recordes pela segunda sessão consecutiva, diante da expectativa de cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed) e demanda por segurança em um ambiente global incerto. O metal precioso se beneficia ainda da fraqueza do dólar no exterior, o que também tende a baratear a aquisição da commodity para detentores de outras divisas.

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro com vencimento em dezembro encerrou em alta a 1,21%, a US$ 3.635,50 por onça-troy, renovando maior nível histórico de fechamento, além de recorde de máxima a US$ 3.636,80 a onça-troy. Já a prata para dezembro teve ganho de 1,13%, a US$ 42,06 a onça-troy, renovando maior nível em 14 anos a US$ 42,29 a onça-troy.

O relatório Jolts dos EUA mais fraco que o esperado e comentários de dirigentes do Fed reforçaram a expectativa por cortes de juros do BC americano. Para o analista da FP Markets Aaron Hill, este cenário ampliou o apetite pelo ouro. “O metal precioso está ganhando conforme investidores procuram refúgio em ativos seguros”, escreveu Hill. O Swissquote também avalia que a saída de capital de ativos de risco e de títulos está beneficiando alternativas, destacando também os ganhos da prata.

Diretor do Fed, Christopher Waller voltou a defender uma redução nas taxas em setembro e disse ver múltiplas reduções nos próximos meses. Mais cauteloso, o dirigente Raphael Bostic (Atlanta) afirmou que projeta um corte de 25 pontos-base em algum momento até o final do ano. Já Alberto Musalem (St. Louis) argumentou que o BC americano deve adotar uma abordagem “equilibrada” mesmo com os riscos de baixa para o emprego, tendo em vista os múltiplos riscos associados caso ocorra uma falha em cumprir a meta de inflação em 2%.

A TD Securities pondera que o rali nos preços do ouro reflete ainda uma entrada de investidores com “medo de perder” a oportunidade, gerando um aumento na participação de fundos macro. Uma análise do Bank of America (BofA) mostra que o metal precioso foi a classe de ativo com a melhor performance em agosto, com alta de 3,95% ante o mês anterior, em uma comparação com o mercado acionário, de títulos e outras categorias de investimento.



Por: Estadão Conteúdo

Estadão

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