Pai de Felipe Anderson, do Palmeiras, é condenado a 14 anos por duplo homicídio no DF


Sebastião Tomé Gomes, pai do jogador Felipe Anderson, do Palmeiras, foi condenado a 14 anos de prisão em regime inicialmente fechado por duplo homicídio. A decisão foi tomada pelo Tribunal do Júri de Santa Maria, no Distrito Federal, na quinta-feira. Considerado culpado pelas mortes de Bruno Santos da Silva e Noeme Caldeira Gomes, ele saiu preso da corte.

O crime aconteceu em 12 de janeiro de 2015. Segundo a investigação, Sebastião perseguiu e colidiu propositalmente o carro que dirigia contra a motocicleta pilotada por Bruno Santos da Silva, que morreu em decorrência de traumatismo cranioencefálico. O ato teria sido motivado por ciúmes de Salmeriza Alves Pugas, mulher com quem os dois mantinham relacionamento amoroso simultaneamente.

Segundo os autos da denúncia apresentada pelo Ministério Público, Salmeriza discutiu com Bruno, que disse que sairia sozinho naquela noite. Não admitindo a situação, a mulher ligou para a Polícia Militar para dizer que estava sendo ameaçada. Sabendo disso, Bruno ligou para ela e combinou de encontrá-la em frente à sua casa.

Salmeriza ligou para Sebastião e contou o ocorrido. Transcrições de mensagens por aplicativo citadas pela acusação apontam que o pai do jogador disse “vou arrumar uma arma” e perguntou “o corno tá aí?”. Ele se dirigiu à casa da mulher a bordo de um Fiat Uno e acelerou o veículo contra Bruno ao vê-lo em frente à residência. Pouco depois das 3h, enviou uma mensagem para a mulher dizendo: “matei”.

À época, Sebastião chegou a ficar preso por quatro dias, mas ganhou o direito de responder em liberdade. Ele alegou que não teve a intenção de matar e que se tratava de um acidente. Na ocasião, Felipe Anderson jogava pela Lazio, da Itália, e não se manifestou publicamente sobre o caso. O jogador passou por West Ham e Porto antes de voltar ao time italiano e, depois, assinar com o Palmeiras.

Foi a segunda vez que Sebastião foi julgado pelo caso. Ele havia sido condenado anteriormente, em 2023, mas a defesa conseguiu a anulação do julgamento no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Agora, o novo júri confirmou a responsabilidade penal do acusado apresentada pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), além de reconhecer a qualificadora por motivo torpe.

“O Tribunal Popular reforçou a necessidade de condenar o réu e esperamos que agora a soberania dos veredictos seja respeitada”, comentou a promotora Cristina Machado.



Por: Estadão Conteúdo

Estadão

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