Pit dogs: patrimônio goiano mostra sua força com opção para empreender

Estudo do Sebrae Goiás mostra panorama do segmento e como fortalecer um dos negócios mais tradicionais do estado

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Presentes nas esquinas, praças e na rotina dos goianos, os pit dogs formam um mercado com mais de 3 mil estabelecimentos em Goiás. Cerca de 1,5 mil estão em Goiânia. Os números integram o novo Boletim de Tendências Pit Dogs, publicado pelo Observatório Sebrae, do Sebrae Goiás. Segundo Polyanna Marques Cardoso, analista da Unidade de Gestão Estratégica (UGE), o tema se impôs pela força desses negócios. “Os pit dogs são reconhecidos como patrimônio cultural imaterial do estado desde 2020 e de Goiânia desde 2021 e fazem parte da identidade gastronômica goiana”, explica.

Os dados de emprego apresentados pelo estudo abrangem todo o setor de alimentação fora do lar, não apenas os pit dogs. Em Goiás, essa atividade reúne 58 mil empresas e mantém 51 mil empregos diretos. O boletim identifica cinco tendências: turismo de experiência, novos hábitos alimentares, valorização da estética e da convivência, digitalização dos pedidos e uso de inteligência artificial na gestão.

O reconhecimento como patrimônio cultural oferece aos pit dogs uma oportunidade além da venda de lanches. Para o turista, conhecer o tradicional x-salada e o modo goiano de servir pode fazer parte da experiência de visitar o estado. “Os pit dogs têm potencial para se consolidar como atrativos turísticos”, afirma Polyanna.

Pesquisa da Expedia citada no boletim mostra que 40% dos viajantes desejam experimentar novos alimentos; levantamento do GetYourGuide aponta a experiência culinária como a vivência local mais procurada, indicada por 70% dos entrevistados. Perfis atualizados no Google, divulgação nas redes sociais e ações ligadas a feiras, shows e congressos ajudam a atrair esse público.

Cardápio para novos públicos

O estudo mostra que mudanças nos hábitos alimentares abrem espaço para lanches menores, opções vegetarianas, produtos adaptados a restrições ao glúten ou à lactose e bebidas com menor teor de açúcar. Diversificar, porém, não significa abandonar o x-salada. A proposta é complementar o cardápio. Combos com sucos naturais, chás gelados e águas saborizadas podem ampliar as escolhas e elevar o tíquete médio.

Na modernização, há opções atuais que não exigem sistemas caros ou aplicativos próprios. Cardápio digital por QR Code, pagamento via Pix e registro eletrônico dos pedidos reduzem erros, organizam a produção e diminuem a espera. Ferramentas como ChatGPT, Microsoft Copilot e Gemini também podem auxiliar na análise do histórico de vendas e na identificação de padrões de consumo.

O boletim cita a Rota Goiânia Gastronômica – Um Sabor de Cada Vez, produzido com suporte técnico do Sebrae Goiás, que conta com roteiros dedicados a hamburguerias e pit dogs, além do Festival Burger Time e do Circuito X.  A analista Polyanna Cardoso lembra que o Sebrae Goiás também oferece capacitações em gestão financeira, atendimento, compras, estoque e manipulação de alimentos. Consultorias e soluções do Sebraetec apoiam a implantação de cardápios interativos, a melhoria de processos, a segurança alimentar, o controle de desperdícios e as vendas por delivery.

O estudo pode ser baixado gratuitamente no Observatório Sebrae:

www.sebraego.com.br/observatorio-sebrae/

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