A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) instaurou procedimento para apurar as circunstâncias da morte do subtenente Glaucio Marcelo Fonseca da Silva, de 54 anos, integrante do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope). O militar faleceu na madrugada deste domingo (11) após um confronto armado envolvendo policiais do 18º Batalhão de Polícia Militar (Jacarepaguá), na zona oeste do Rio de Janeiro.
Segundo informações oficiais da Polícia Civil, o incidente ocorreu no Beco do Saci, situado na comunidade da Gardênia Azul. Agentes do Bope realizavam uma abordagem a ocupantes de um veículo quando foram interceptados por policiais militares do batalhão local. A corporação informou que a baixa luminosidade no local contribuiu para que os agentes não se reconhecessem, resultando em uma troca de tiros entre as equipes.
O subtenente Glaucio da Silva foi socorrido e encaminhado ao Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, mas não resistiu aos ferimentos e chegou à unidade de saúde já sem vida. O militar possuía uma trajetória de 26 anos de serviços prestados à Polícia Militar do Rio de Janeiro e deixa três filhos, de 30, 19 e 7 anos.
Além da vítima fatal, outros seis agentes foram atingidos durante o tiroteio, sendo cinco do Bope e um do batalhão de Jacarepaguá. Após receberem atendimento médico imediato, dois militares receberam alta hospitalar ainda no domingo. Outros dois permaneceram internados, porém, segundo boletins médicos, encontram-se fora de perigo.
Como parte dos procedimentos investigativos, a Polícia Civil realizou a apreensão das armas utilizadas por todos os policiais envolvidos no episódio para a realização de perícia técnica. Além disso, a corporação requisitou as imagens captadas pelas câmeras corporais dos agentes para auxiliar na reconstrução cronológica dos fatos e na análise da conduta das equipes durante a abordagem.
Em nota pública, o Bope manifestou pesar pela perda do subtenente, ressaltando o legado de dedicação e profissionalismo deixado pelo agente ao longo de mais de duas décadas de carreira. A unidade de elite da Polícia Militar do Rio de Janeiro afirmou estar prestando apoio aos familiares e amigos de Glaucio da Silva neste momento de luto.
O caso segue sob apuração rigorosa da DHC, que busca esclarecer as falhas de comunicação e os protocolos de identificação que levaram ao trágico desfecho. Mais informações sobre o caso podem ser acompanhadas através da Agência Brasil, que monitora os desdobramentos das investigações oficiais.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
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