GOIAS

Queijo vegetal de baru impulsiona negócio no Cerrado com apoio do Sebraetec

A valorização da biodiversidade do Cerrado tem se consolidado como caminho para a geração de renda e inovação no setor de alimentos. Em Niquelândia, no Norte de Goiás, a empreendedora Tanise Knakievicz tem transformado a castanha de baru em um produto inovador, agregando valor à produção local e estruturando um negócio com base em conhecimento técnico e apoio do Sebrae Goiás, por meio do Sebraetec.

O principal resultado desse processo é o Angatu, um queijo vegetal produzido a partir da castanha de baru, fruto símbolo do Cerrado. Mais do que um alimento, o produto representa uma proposta que integra identidade territorial, sustentabilidade e empreendedorismo feminino, ampliando as possibilidades de inserção no mercado de alimentos diferenciados.

Tanise Knakievicz transformou castanha de baru em produto inovador com apoio do Sebrae (Fotos Arquivo Pessoal/Divulgação)

A origem do negócio está ligada à busca por alternativas alimentares e à aplicação de conhecimento científico em soluções sustentáveis. “O Angatu surgiu do encontro de duas demandas: produzir lanches sem glúten e sem trigo e aplicar a metodologia científica com os recursos disponíveis para criar soluções sustentáveis”, relata Tanise.

Com trajetória ligada ao meio rural, Tanise destaca que o contato com a produção de alimentos começou ainda na infância. “Sou filha de agricultores e aprendi desde cedo a fazer geleias, pão, queijo e manteiga. Mais tarde, fui aprofundando esse conhecimento com cursos e experiências práticas”, afirma.

A escolha pela castanha de baru como matéria-prima foi decisiva para o desenvolvimento do produto. Após testar diferentes ingredientes, a empreendedora encontrou no fruto do Cerrado uma solução viável e inovadora. “Ao utilizar a castanha de baru, consegui desenvolver um queijo que deu certo. A partir daí, o produto começou a ganhar forma”, explica.

Consultoria Sebraetec

Antes de acessar as consultorias do Sebraetec, a empresária enfrentava desafios relacionados à estruturação do negócio e à definição do produto. “As consultorias foram fundamentais em diferentes etapas, desde a criação da tabela nutricional e definição do nome até a construção da identidade visual, desenvolvimento da loja virtual e organização das mídias digitais”, destaca.

Um dos avanços mais relevantes ocorreu na área de comunicação visual, que contribuiu para consolidar a marca no mercado. “Antes, o Angatu era um produto em desenvolvimento. Depois da consultoria, nasceu uma marca. A identidade visual funciona como um documento da empresa, facilita a apresentação e fortalece o reconhecimento”, pontua.

No ambiente digital, o apoio do Sebrae também trouxe direcionamento estratégico para a comunicação com o público. “A consultoria ajudou a identificar as prioridades e organizar os canais de mídia. Passei a focar mais no produto e menos no processo de desenvolvimento, adotando uma abordagem mais empresarial”, explica Tanise.

A criação da loja virtual marcou uma nova fase do negócio, ampliando as possibilidades de comercialização e planejamento. “Antes, as vendas estavam concentradas em feiras e festivais. Com a loja virtual, entramos em um novo patamar, com possibilidade de planejar produção e vendas de forma contínua”, afirma.

O Angatu, queijo vegetal, representa identidade territorial, sustentabilidade e empreendedorismo feminino

Esse avanço permitiu maior organização das atividades e integração entre produção e marketing. “Agora é possível estruturar melhor o fluxo de produção e alinhar as ações de divulgação com a demanda dos clientes”, acrescenta.

A participação em eventos e programas de inovação também contribuiu para o amadurecimento do negócio. O Angatu integrou o Festival Gastronômico Josephina’s entre 2022 e 2025 e participou de iniciativas como o Inova Cerrado e o Faeg Jovem. “Essas experiências foram importantes para validar o produto, fortalecer a identidade e ampliar a visão de mercado”, destaca.

Segundo a empreendedora, o conjunto das consultorias foi determinante para a profissionalização da empresa e para o acesso a novas oportunidades. “A tabela nutricional, a identidade visual, a comunicação digital e a loja virtual estruturaram o modelo de negócio e abriram portas para participação em editais e programas de inovação”, afirma.

Para Tanise, o apoio do Sebrae é decisivo para quem deseja empreender com inovação. “Cada consultoria foi um passo importante, mesmo quando parecia algo desconhecido. Com o tempo, os resultados aparecem. É um processo de aprendizado contínuo, que transforma o negócio e amplia as possibilidades”, conclui.

Fonte: Sebre Goiás

Redação

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