Por Redação O Estado de S. Paulo – 22/10/2025 15:16
Cláudio Marcos de Almeida, conhecido como Django, é apontado como um dos principais chefes da história do Primeiro Comando da Capital (PCC). Sua morte foi ordenada pela cúpula da facção, após julgá-lo no tribunal do crime. Ele foi obrigado a se enforcar em 27 de janeiro de 2022 sob o viaduto da Vila Matilde, na zona leste de São Paulo.
O nome dele voltou ao noticiário nesta quarta-feira, 22, por conta de uma operação do Ministério Público contra a viúva e a cunhada do traficante.
Natalia Stefani Vitoria, viúva de Django, e a irmã dela, Priscila Carolina Vitoria Rodrigues, são acusadas de participar do esquema de lavagem de dinheiro deixado por Django. Ele atuava em parceria com outro importante líder da PCC: Silvio Luiz Ferreira, conhecido como Cebola. A reportagem não conseguiu localizar a defesa delas.
De acordo com o Ministério Publico, desde 2012, Django controlava cerca de 50% da cocaína exportada pelo PCC para fora do Brasil. Ele teria usado Priscila, sua cunhada, para adquirir quatro quotas da UPBus, no valor de R$ 494,4 mil.
A empresa operava nos terminais de ônibus da Cidade Tiradentes e de Itaquera, ambos na zona leste da capital paulista, com uma frota de 138 ônibus e foi alvo de uma operação do MP no ano passado. Por conta da repercussão do caso, a Prefeitura de SP rompeu o contrato.
De acordo com o Gaeco, Natalia e Priscila usavam ainda empresas do “ramo de brinquedos infantis para lavar capitais”. “Segundo a Receita Federal, a própria distribuição de dividendos e lucros não é real, indicando, portanto, se tratar de artifício para a lavagem de capitais”, afirmaram os promotores.
As lojas das empresas ficavam em quatro shoppings na Grande São Paulo, uma na zona norte e outra na zona leste da capital, uma terceira em Guarulhos e a última no ABC – só a franquia de uma das lojas custaria R$ 300 mil.
Nas constas das empresas o Conselho de Controle das Atividades Financeiras (Coaf) encontrou centenas de depósitos feitos em caixas eletrônicos com valor inferior a R$ 10 mil.
Os promotores cumpriram seis mandados de busca e apreensão em São Paulo, Guarulhos, Mogi das Cruz e Santo André, na Grande São Paulo. E obtiveram o sequestro de R$ 4,5 milhões em bens.
Por: Estadão Conteúdo
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