Rússia e China destacaram nesta quinta-feira, 8, o crescente risco de uma guerra nuclear devido às políticas militares de “certos países”. Em declaração conjunta, os dois países também acusaram os Estados Unidos de minar a estabilidade estratégica global ao expandir alianças militares e implantar sistemas de armas em regiões sensíveis, o que poderia agravar tensões com outras potências nucleares.
No texto, os países apelaram a todos os Estados para adotarem um princípio de segurança “igual e indivisível”, com o objetivo de evitar conflitos e construir uma segurança global sustentável. As partes condenaram as ações de potências nucleares que continuam a expandir suas capacidades militares, incluindo a instalação de mísseis terrestres de médio e curto alcance e o desenvolvimento de sistemas de interceptação antimísseis, o que eleva os riscos de uma escalada nuclear.
O texto expressa profunda preocupação com a “mentalidade da Guerra Fria” que, segundo Rússia e China, ainda persiste em algumas potências nucleares, especialmente os EUA. “Os Estados dotados de armas nucleares e com responsabilidade especial pela segurança internacional e pela estabilidade estratégica global devem abandonar essa mentalidade”, afirmaram, pedindo que as divergências sejam resolvidas por meio de diálogo e consultas respeitosas.
Além disso, os dois países expressaram receio com o aumento das “missões nucleares conjuntas” entre os EUA e seus aliados, o que, segundo eles, pode acirrar a corrida armamentista e aumentar as tensões globais. “Essas capacidades ofensivas são declaradamente destinadas a ataques ‘preventivos’, mas representam, na prática, estratégias de primeiro ataque”, alertam.
Em relação ao controle de armas, os dois países reiteraram seu compromisso com a Declaração Conjunta dos cinco Estados nucleares de 2022, que visa evitar a guerra nuclear. Eles destacaram a importância do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP) e reafirmaram seu apoio a uma cooperação multilateral genuína para promover a segurança internacional.
As nações também se comprometeram a intensificar sua cooperação bilateral para enfrentar os desafios globais e preservar a estabilidade estratégica, apontando que o multilateralismo e a colaboração com a ONU são essenciais para o controle de armamentos e a segurança global.
Por: Estadão Conteúdo
Frente fria avança pelo Centro-Sul com previsão de chuvas, quedas de temperatura e risco de…
23º BPM remove 13 motocicletas em Goianésia durante fiscalização de trânsito: A Polícia Militar intensificou…
Rio de Janeiro registra chuva intensa e ventos fortes neste sábado. Defesa Civil monitora alagamentos…
Bombeiros mantêm buscas em escombros após desabamento de prédio comercial na capital paulista.
Conheça a situação atual da estrutura do Jóquei Clube de Goiás e os desafios para…
Moradores de Goiânia têm prazo até dia 16 para quitar dívidas municipais com descontos de…
This website uses cookies.