Sabesp é multada em R$ 22,7 milhões por vazamento de esgoto no Rio Pinheiros


A Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp) anunciou nesta segunda-feira, 4, a aplicação de uma multa de R$ 22,7 milhões à Sabesp, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo, por causa de um vazamento de esgoto registrado na última sexta-feira, 1°, no Rio Pinheiros, na capital paulista.

O despejo irregular aconteceu em decorrência de um problema nas bombas na Estação Elevatória de Pinheiros, responsável por levar o esgoto de 3,8 milhões de moradores da região até a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), em Barueri, na Grande São Paulo. A Arsesp informou que a autuação será protocolada nesta terça, 5, que a Sabesp terá 15 dias para apresentar defesa. Em seguida, a agência “analisará os argumentos e emitirá decisão”.

A Sabesp informou, em nota, que as bombas que apresentaram falhas estão passando por manutenção e que quatro equipamentos auxiliares, de menor porte, serão instalados na estação elevatória para ajudar a bombear o esgoto. A previsão é que os equipamentos entrem em operação em até 20 dias.

A gestão da Sabesp afirmou também que destinou R$ 20 milhões para a renovação completa da estação, e que os equipamentos estão sendo fabricados no exterior. A previsão é que novas peças sejam trazidas e passem a funcionar no primeiro semestre de 2026.

A companhia alega ainda que as bombas em operação estavam com a vida útil vencida há cinco anos e trabalhavam de forma instável por causa da “falta de investimento em manutenção”.

“A empresa não realizou as devidas substituições antes por falta de recursos, pois, na última década, priorizou investimentos em água, com dois terços do volume de recursos aplicados nesta frente”.

No último dia 23 de julho, a empresa completou um ano de desestatização.

Multa por vazamento na Represa do Guarapiranga

No mês passado, a Sabesp foi multada em R$ 5 mil pela Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente de São Paulo por um vazamento na Represa de Guarapiranga, na zona sul da capital, registrado em maio.

A empresa de saneamento confirmou o problema, mas diz que o caso foi isolado e cita ter adotado medidas para não repetir o vazamento. O Ministério Público Estadual abriu investigação sobre o caso e cobrou da Sabesp um cronograma de uma obra para evitar problemas do tipo.

Dias depois, a Sabesp anunciou um plano para universalizar o saneamento no entorno da represa, responsável por abastecer 4 milhões de pessoas.

O programa prevê a instalação de 23 novas estações elevatórias de esgoto no entorno da represa e a instalação de 650 km de redes novas para conectar mais 90 mil imóveis à rede até 2029. No total, até 2029 prazo de entrega do programa, o investimento no plano será de R$ 2,57 bilhões.



Por: Estadão Conteúdo

Estadão

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