Imagem ilustrativa criada por IA
A morte de Hellena Soares do Nascimento, de apenas oito meses, levanta questionamentos sobre a qualidade e a precisão do atendimento médico prestado em unidades de saúde de Anápolis e Pirenópolis. A criança, que apresentava sintomas graves, veio a óbito na última sexta-feira (11), após uma sequência de diagnósticos divergentes que agora passam a ser alvo de questionamentos por parte da família.
A situação teve início na madrugada entre domingo (06) e segunda-feira (07), quando a bebê começou a manifestar febre alta, com picos entre 38°C e 39,7°C, acompanhada de vômitos. Preocupados, os pais buscaram auxílio médico imediato em uma unidade de saúde local, onde a criança foi submetida a exames de sangue e raio-X.
Durante o primeiro atendimento, a família foi informada por um profissional de saúde que Hellena apresentava um quadro de infecção intestinal, além de alterações nos exames laboratoriais. Diante da necessidade de suporte especializado, foi solicitada a transferência da paciente para um hospital em Pirenópolis.
Um ponto de conflito relatado pela mãe envolve o momento do transporte realizado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Segundo o relato, a equipe informou que o motivo registrado para o encaminhamento seria pneumonia, uma condição distinta daquela mencionada inicialmente na unidade de origem, gerando estranheza e insegurança aos familiares.
Hellena permaneceu internada na unidade de Pirenópolis entre quinta (10) e sexta-feira (11). O estado de saúde da criança se agravou durante uma troca de plantão, quando apresentou convulsões. Pouco tempo depois, o óbito foi confirmado pela equipe médica.
Após a liberação do corpo pelo Instituto Médico Legal (IML), a família foi surpreendida com a informação de que a causa da morte registrada foi meningite. O caso ganha contornos mais complexos, pois, segundo os pais, funcionários do hospital de Pirenópolis teriam questionado a própria transferência da bebê, sugerindo que a unidade também não possuía a estrutura necessária para tratar o quadro clínico apresentado.
Diante das incertezas, a mãe da criança busca agora esclarecimentos formais sobre os procedimentos adotados. O caso segue sem confirmação de negligência ou erro médico, dependendo de apurações detalhadas pelos órgãos competentes para determinar se houve falha na assistência prestada à paciente.
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